20-11-2004
O avanço do setor agrícola brasileiro nos últimos anos tem incentivado a utilização e aperfeiçoamento de técnicas e ferramentas de gestão, fato que deve ser avaliado sob o ponto de vista da pressão exercida pelos custos de produção, o que tem levado várias empresas rurais a priorizarem a redução dos gastos somando-se a busca incessante por melhores índices de produtividade e conseqüentemente determinando a sobrevivência em um mercado altamente competitivo e inovador considerando-se o grande volume de novos produtos inseridos no mercado atual, causando a diminuição dos ciclos de vida de inúmeras culturas em detrimento da diversificação da oferta e exigência da demanda por alimentos mais saudáveis, accessíveis e seguros.
Do Planejamento e tomada de decisões estratégicas
Quando é chegado o momento da tomada de decisões a respeito da cultura a ser escolhida para o plantio, tecnologia a ser implantada, contratação de pessoas e negociação de insumos entre outros processos anteriores a produção eis que a dificuldade vem à tona. Pois bem, a necessidade de integrar as informações originadas do conhecimento técnico, de administração, economia, gestão de custos etc, só é possível a partir de um plano que agregue os objetivos esperados e etapas a serem desenvolvidas, por esta razão a inclusão das redes de informação no titulo deste artigo como essência do planejamento e controle na tomada de decisões estratégicas no agronegócio, condiz com a afirmação de Nogueira (2004), estudioso e pesquisador da área de administração de custos na produção agropecuária que apresenta a seguinte afirmação: “além de integrar-se entre-si, as informações deverão ser gerenciadas de acordo com o alinhamento estratégico da empresa.”
No artigo começando de novo, o lendário estrategista japonês Kenichi Ohmae (2002) determina que: “a empresa que dominar a tecnologia, as redes, e a psicologia dos clientes situados nos mercados consumidores mais ricos – para entusiasma-los serão as empresas capazes de garantir a sobrevivência e crescimento a longo prazo.” Portanto, pode-se observar que a grande preocupação com as redes de informação deve ser precedida de um controle seletivo das mesmas, uma vez que o volume de informações passa a ser um problema quando não é observada a qualidade das fontes das quais originam-se.
Os produtores rurais que se limitarem a decisões baseadas em informações de âmbito local ou regional, não serão capazes de garantir a eficácia no alcance dos objetivos, independente da sua eficiência na gestão dos custos. Desta forma, o que essas unidades agropecuárias de produção devem ter como base fundamental de planejamento e ação é a aproximação dos interesses mercadológicos como estratégia de atração e manutenção das atividades produtivas com maior capacidade de administração e competitividade.