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Incrementando a biodiversidade no agroecossistema

26-11-2007

:. Do mesmo autor
Da agricultura orgânica à agroecologia

A biodiversidade se refere a todas as espécies de plantas, animais e microrganismos que existem e interagem reciprocamente dentro de um ecossistema. Em todos agroecossistemas, os polinizadores, os inimigos naturais, as minhocas e os microrganismos do solo são componentes chaves da biodiversidade e têm papel importante ao mediarem processos como controle natural, reciclagem de nutrientes e decomposição.

Os monocultivos estão estabelecidos em grandes áreas e caracterizam-se pela homogeneização genética das variedades, aumento de densidade de plantas, eliminação da rotação de culturas, uso de fertilizantes, irrigação e outras modificações ambientais, como a diminuição do aporte de adubo orgânico. Todos estes fatores têm incrementado a presença de doenças e pragas.

Vários estudos têm demonstrado que o aumento da biodiversidade de agroecossistemas causa a diminuição de problemas de doenças e pragas pelo incremento da ação de predadores, parasitóides e antagonistas. Neste último caso, o controle biológico de patógenos é o fator determinante na redução das doenças.

O manejo adequado de plantas espontâneas também tem contribuído para o aumento da biodiversidade. Nem sempre uma planta espontânea é prejudicial e o manejo adequado pode levar ao maior aproveitamento da energia solar, à manutenção da cobertura do solo e de agentes de controle biológico e polinizadores, além de outras diferentes funções de importância para o equilíbrio do agroecossistema. Portanto, no manejo de plantas espontâneas há que se observar a função ecológica de cada espécie, quais são as plantas que são realmente problemáticas e quais as que não se pode conviver. De posse desta informação, se pode elaborar o manejo baseado em diferente estratégias de convivência.

O redesenho de agroecossistema para uma maior biodiversidade passa, obrigatoriamente, pela substituição paulatina de monocultivos por policultivos. Para cada caso há que se observar os aspectos inerentes à cada região. Entretanto, de um modo geral, a adoção de algumas práticas em conjunto contribuem grandemente para a melhoria da biodiversidade em diferentes situações:

• Manter as plantas espontâneas da bordadura da plantação e cinturões verdes de matas nativas;

• Utilizar adubação verde, orgânica ou compostagem para incrementar a população de microrganismos no solo;

• Manter o cultivo com cobertura verde, realizando somente a roça, quando as plantas atingiram uma altura excessiva;

• Incrementar a diversidade genética do cultivo (policultivos), realizando o plantio consorciado com outras espécies ou combinações de três ou quatro variedades de uma mesma espécie;

• Fazer rotações de culturas;

• Utilizar quebra-ventos e/ou árvores dentro do cultivo;

• Eliminar ou reduzir o uso de defensivos agrícolas.

Cristiane de Jesus BarbosaEnvie um email!
Pesquisadora - EMBRAPA/CNPMF

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