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Gestão no setor agrícola - Período difícil exige aperfeiçoamento e mudanças

05-12-2006

:. Do mesmo autor
Os efeitos do aquecimento global na atividade agropecuária

É cada vez maior a produção e produtividade do setor agrícola brasileiro, e isso é influenciado pelo investimento do empresário rural que vem desenvolvendo sua empresa dentro da porteira, investindo no que há de mais moderno em técnicas de produção e no parque de máquinas.

Entretanto, este ciclo de desenvolvimento que passou pelo campo não foi suficiente para impedir uma grave crise em diversas áreas do setor, que vêm se arrastando há cerca de dois anos devido à combinação de vários fatores, tais como o aumento dos custos de produção, queda de safra, ataque de novas pragas à lavoura, juros e carga tributária nas alturas, precária infra-estrutura de transportes, queda dos preços internacionais e desvalorização do Dólar perante a moeda brasileira. As estimativas para a safra 2006/2007 não são nada animadoras. Projeta-se uma diminuição na área plantada em cerca de 13%, trazendo aproximadamente uma colheita de 106 milhões de toneladas de grãos, que é muito baixa em comparação à safra 2005/2006 que foi de 122 milhões de toneladas. Toda essa problemática ganhou uma maior dimensão pela sua crescente importância no país. O setor representa em média, 33% do PIB brasileiro, 42% de toda a exportação nacional e 37% dos empregos brasileiros segundo dados do MAPA.

Essa atual conjuntura impõe aos empresários rurais excelência na gestão dos negócios antes, dentro e depois da porteira. Na fazenda, o produtor rural tem que dar espaço ao empresário rural, cada vez mais, planejando, buscando conhecimento, atento aos riscos e entendendo do funcionamento dos mecanismos de comercialização a fim que possam fazer com que a empresa cresça com sustentabilidade. O planejamento e monitoramento dos riscos é que vão possibilitar ao produtor crescer com segurança.

Planejamento é apenas o primeiro passo na busca de alcançar a eficácia nos negócios. Sem implementação do que se foi esquematizado, o plano tem pouco ou nenhum valor, seja na opção pela cultura a produzir, investimento em máquinas, ou aquisição de novas terras. Avaliando se, de fato, vai representar um acréscimo de renda ou vai ser apenas mais um custo no futuro. O planejamento de qualquer empresa do agronegócio requer dados gerados por toda a cadeia produtiva, ou seja, antes, dentro e fora da porteira levando em consideração o longo prazo, analisando a conjuntura e as tendências mais prováveis. Sendo importante, a abrangência e a qualidade das informações utilizadas para a tomada de decisão, para só depois, fazer os investimentos necessários.

Outro ponto muito discutido atualmente na moderna agricultura é a importância da comercialização, que se relaciona diretamente com o desempenho agregado do setor. São muito importantes os mecanismos de mercado globais de commodities, para gerenciamento dos riscos ligados às oscilações de preços da atividade agrícola. Mas para que se faça bom uso dessa ferramenta é necessário acompanhar fortemente o mercado e conseguir aproveitar os dados que ele gera.

Destacam-se oportunidades de maiores ajustes na gestão da propriedade rural, como entre outras coisas, a reavaliação dos custos de produção. Principalmente no que se refere aos custos operacionais, tais como, combustível, manutenção de maquinários, fretes e mão-de-obra, os quais são difíceis de financiar e são imprescindíveis em todo processo produtivo. Esses custos representam cerca de 44% dos custos totais, ficando os outros 56%, a cargo de gastos com insumos e defensivos agrícolas, que apresentam maior abertura para negociação e facilidade de financiamento.

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Ricardo PolatoEnvie um email!
Acadêmico - CESUR

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  • OTIMO ARTIGO OK.
    SOU ESTUDANTE DE GESTÃO DE AGRONEGOCIO PELA CESUMAR,SEUS ARTIGOS TRAZ COM CLAREZA O ASSUNTO PROPOSTO. PARABENS
    Edson de Oliveira Reis - 17-12-2008 21:30h

  • INTERESSE
    SOU ENGENHEIRO AGRONOMO RECEM FORMADO E TENHO INTERESSE NA AREA DE GESTÃO DE PROPRIEDADES RURAIS.O RECONCAVO BAHIANO NECESSITA URGENTIMENTE DE INICIATIVAS QUE FOMENTEM O ASSOCIATIVISMO PARA QUE OS AGRICULTORES PASSEM A TRATAR SUAS PROPRIEDADES COMO EMPRESAS, MESMO AS PEQUENAS,ENTENDENDO QUE ELAS TAMBEM FAZEM PARTE DESSE TÃO DISCUTIDO AGRONEGOCIO BRASILEIRO. PARABENS PELOS ARTIGOS.
    DJALMA M SANTANA FILHO - 18-01-2007 10:32h

  • Artigo
    Muito bem Ricardo. Bom artigo.
    Eleri Hamer - 10-12-2006 23:15h

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