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Estratégias reprodutivas dos peixes do pantanal

09-10-2008

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Para os peixes do Pantanal foram identificadas quatro estratégias reprodutivas. A primeira refere-se aos peixes de piracema ou migradores, que realizam longas migrações ascendentes para a cabeceira dos rios para a desova, de novembro a fevereiro e retornam posteriormente para a planície de inundação, onde se alimentam e se recuperam do desgaste energético da viagem e acumulam reservas para o próximo período reprodutivo. O segundo grupo é composto pelos desovadores de planície que realizam pequenas movimentações transversais, saindo da planície de inundação e entrando para o canal principal do rio para se reproduzir, na época das enchentes. O terceiro e quarto grupos são constituídos por espécies residentes que se reproduzem na seca ou na enchente/cheia na própria planície de inundação. A maioria das espécies de peixes do Pantanal enquadra-se na categoria de espécies residentes que se reproduzem na seca ou na enchente. Como as espécies residentes resolvem as restrições ao sucesso reprodutivo como a predação na seca e as condições deficientes de oxigênio na enchente/cheia? Dessas espécies residentes, cerca de um quarto apresenta cuidados parentais para proteção da prole e pertence às famílias Erythrinidae (traíras), Serrasalminae (piranhas), Gymnotidae (turviras), Callichthyidae (camboatás), Loricariidae (cascudos, rapa-canoas..) e Cichlidae (carás, joana-guensa,..).

No caso da traíra, Hoplias malabaricus, foram observados adultos cuidando dos ovos depositados em escavações em áreas rasas durante a enchente. Para as espécies de piranhas dos gêneros Serrasalmus e Pygocentrus, a literatura cita que os pais cuidam dos ovos que são depositados nas raízes das macrófitas durante a cheia. No caso das tuviras como Gymnotus inequilabiatus, a reprodução ocorre na cheia e o macho cuida dos ovos e da prole recém eclodida.

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Emiko Kawakami de ResendeEnvie um email!
Bióloga - EMBRAPA/CPAP

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