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O Pantanal é constituído por várias fitofisionomias (unidades de paisagem) que compõem um conjunto de hábitats. Dentro deste conjunto de hábitats, existem vários tipos que embora de tamanho reduzido, constituem ambientes chaves para a manutenção biológica do sistema, tais como capões, cordilheiras, campo cerrado, campo limpo, baixadas, entre outras (Fig.1). A importância de cada ambiente depende do enfoque considerado. Os capões e cordilheiras (áreas pouco ou não alagáveis) são hábitats chaves, com flora e fauna específicas, que tem a função de refúgio e sítios de nidificação de numerosas espécies. Além do mais, estas áreas constituem recursos cênicos, importante para o ecoturismo e possuem um banco de germoplasma forrageiro ainda pouco estudado.

Fig.1 – Vista aérea da sub-região da Nhecolândia, em época de seca, onde pode ser observado as diferentes fitofisionomias.
Na região ocorre uma sucessão espacial de lagoas, campos e formações arbóreas, combinadas em mosaico. A flora do Pantanal possui cerca de 1800 espécies forrageiras, mas poucas tem participação expressiva na dieta dos bovinos. Estudos mostraram que numa invernada, aproximadamente 3% das espécies participam de cerca de 70% do peso seco da dieta dos bovinos.