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Considerações sobre o manejo da pesca no estado de MT

17-09-2002

:. Do mesmo autor
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Uma nova visão do manejo pesqueiro

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Por: Lúcia A. F. Mateus, Agostinho Carlos Catella e Jerry M. F. Penha

O governo de Mato Grosso está propondo alterações na Lei de Pesca, através de uma série de medidas de ordenamento pesqueiro, inclusive com a proibição da captura de pacu, piraputanga e dourado pelo período de três anos, na intenção de proteger os recursos pesqueiros. Entretanto, decisões como essas, com fortes implicações econômicas e sociais, não devem ser tomadas sem estudos prévios ou calcadas em preconceitos como o de que o peixe está acabando no rio em conseqüência da pesca. Por exemplo, sem estudos adequados não é possível responder se houve diminuição da quantidade de peixes ou se aumentou o número de pescadores, reduzindo a captura por pescador, dando a impressão de que “o peixe está acabando”. É preciso considerar ainda que não é possível conservar os peixes sem conservar o rio. Biologistas da Conservação de todo o mundo são unânimes ao afirmar que a destruição dos ambientes naturais, através de poluição, desmatamento, assoreamento dos rios e etc. são, de longe, a grande ameaça para as espécies.

É pertinente o interesse do governo em atualizar a legislação, que deve ser dinâmica, acompanhando os ciclos naturais e o desenvolvimento da sociedade, mas muito nos preocupa a maneira pela qual o processo vem sendo conduzido, por seu caráter impositivo e pela falta de informações técnicas para subsidiar as medidas propostas. Em absoluto, a realização de um único seminário público para discutir o conjunto de medidas propostas pelo Estado não ameniza esta situação. Para reverter este quadro, é necessário deflagrar um processo de amadurecimento de toda a sociedade, cujo coroamento seja a discussão das medidas de ordenamento, envolvendo todos os setores ligados à pesca, o que vem a ser a Gestão Participativa da Pesca. Nesta Gestão, todos os setores da pesca são integrados em sua administração, definindo em conjunto os rumos e objetivos da atividade, tornando-se, de fato, co-responsáveis pelo uso e conservação dos recursos pesqueiros e prontos para colaborar no cumprimento de uma Lei de Pesca, criada a partir do debate levado a cabo por eles mesmos. Todo este processo deve ser respaldado por estudos precedidos da coleta sistemática de dados de desembarque pesqueiro e estimativa de parâmetros de crescimento e mortalidade dos peixes, que apontam as diferentes possibilidades de manejo da pesca na região.

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Agostinho Carlos CatellaEnvie um email!
Pesquisador - EMBRAPA/CPAP

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  • pesca no araguia
    SOU A FAVOR DA PESCA ESPORTIVA, SÓ ASSIM É QUE PODE SER RECUPERADO OS CARDUMES DE PEIXE NOVAMENTE NO ARAGUAIA. AQUELES QUE SÃO CONTRA, NÃO TEM NOÇÃO DO ESTRAGO QUE ESTÃO FAZENDO NA NATUIREZA.
    paulo rodrigues do prado - 26-10-2010 22:36h

  • pescaria
    eu tenho 10 anos e amo pesca com o meu pai em canas. quen e pescador nao reclama pesca. falou .........
    jairo - 28-08-2009 01:07h

  • histori
    adorei
    lais stofel - 31-07-2008 16:57h

  • RECUPERAÇÃO DA PESCA NO ARAGUAIA
    PARABENS PELA INICIATIVA DE PROCURAR PRESERVAR A PESCA AO ARAGUAIA, PRINCIPALMENTE DA PIRARA, SE TODOAS AS PESSOAS LIGADAS AO TURISMO E AS ENTIDADES GOVERNAMENTAIS TIVESSEM ESTA CONSCIENCIA A NOSSA PESCA NÃO ESTARIA TAO DEPREDADA, PARABENS.
    DANILO CAMARGOS - 09-07-2008 18:45h

  • RECUPERAÇÃO DA PESCA NO ARAGUAIA

    DANILO CAMARGOS - 09-07-2008 18:42h

  • proxima pescaria
    Sou apaixonado em pesca!!!!fui um vez no mato grosso adorei poderia enviar sempre novidades de pescas e varios tipos de isca q poderia ser usada,além da iscas vivas.obs para pescar bagre,ou tilapia etc!!!agradeço desde já abraço
    oscar j da silva oliveira - 03-05-2008 09:24h

  • pesca
    olha parabens pela atitude de preservar os peixes,eu moro no estado de são paulo nossos rios está se acabando,quando não é pescador levando peixes de todo tamanho.para fazer ração é á poluição nossos rios estão morendo e nimgem faiz nada.é uma pena porque nós temos muitoas peixes nos nossos rios.tomara que algem acorde e fasa alguma coisa antes que seja tarde demais.obrigada pela atenção:um abraço.
    Luiz Batista Sipioni - 14-03-2008 08:39h

  • Peixe
    Todos os anos vou pescar no MS, acho o que está acabando c/ os peixes é o grande nº de jacarés. Eu nos últimos dois anos q fui, pesque 3 peixes. Gastei o q não podia p/ traze-los. Pois Aqui em Florianópolis ó peixe é baratíssimo. Então talvez não irei mais p/ o pantanal. Acho muita exploração. Abraço, Pedro Ideraldo Sampaio
    Pedro I Sampaio - 24-05-2007 10:28h

  • Cota por espécie
    Goatria de obter informações referente a pesca das seguintes especies no estado do MTS. São as seguintes: - Trairão e Tucunaré
    Pablo Moura - 26-09-2006 08:00h

  • Conciência
    O governo junto com alguns colaboradores estão tentando fazer sua parte, mais se os amantes do rio ou seja os pescadores não tiver uma conciência do que esta fazendo não adianta, não vão conseguir dominar a pesca predatoria, os culpados disso tudo não são aqueles que vão a margem do rio uma vez por ano mais sim os PESCADORES PROFISSIONAIS, que tiram ilegalmente do rio kilos e mais kilos de peixe sem maiores constrangimentos
    Matos - 17-06-2006 11:03h

  • Manejo da pesca em MT
    Parece muito preconceituoso responsabilizar o pescador amador pela diminuição dos cardumes. Nós, que nos últimos anos, aproveitando o tempo extra disponível que uma aposentadoria proporciona anzolamos em rios do Amazonas, Mato Grosso, Goiás, Rondônia, Tocantins, e Minas, testemunhamos verdadeiros absurdos para o nosso entendimento, tais como: Retirada da mata ciliar para dar lugar à soja em Mato Grosso e abastecer o mercado do "Cai N`água em Porto Velho, com cardumes dizimados no Madeira e Purus, antes mesmo que os peixes pudessem entrar nos igarapés para a desova e uma lista infindável de grandes delitos. Se considerarmos que em nome do desenvolvimento nossos governantes, aconselhados pelos seus competentes assessores, planejam a transposição do São Francisco; implantação de hidroelétrica no Xingu e usina de álcool no Pantanal; abrandamento da pena aos condenados por crimes hediondo; etc, nós, pescadores amadores, vamos poder compreender que vivendo num pais onde somos obrigados a tratar o ladrão de doutor e o corrupto de excelência, com certeza, somos os culpados pela redução dos cardumes.
    Di Pescador - 24-02-2006 17:56h

  • falta de peixes
    Ola pessoal e sou Marcos Antonio França Junior tenho 17 anos gosto muito de pescar sempre estou indo pesar em lugares diferente so que de uns anois pra ka o peixe tah em grande falta nos lugares q tenho ido pescar gosto de ir sempre com meu pai...vamos para Panorama,Pauliceia,Miranda e Mato Grosso do SUl mesmo e eu acho q de uns tres anos pra ka pescaria ai tava mellhor mais com esses progeto pode ser bom em recurso para nos mesmo pescadores.Ess jeito q vc tao fazendo pode traser muito mais turista para cidade de grande area turistica na area da pesca esse ano cinto em naum ir para o mato grosso pescar eh q vamo para paraguaisao na divisa da Argentina e paraguai pes car uns dourado criados lah mais em julho por ai eu to ai pessoa valew por tudo ai e boa sorte nesse seus progeto ai blz um abraço de um pescador juvenil mais com amor pela pescaria ate pessoal
    junior - 29-11-2004 12:09h

  • cotas
    retificando nao sao 7kg sao 15hg obrigado
    sergio jeepeiro bitbit - 04-10-2004 14:17h

  • cotas
    eu so afavor de diminuir as cotas para 5kg e 3 exemprares acima da medidas permetida e tem que ter 7kg cada e se permetido 5kg de piranha
    sergio jepeiro (bitbit) - 04-10-2004 14:11h

  • Pesca
    Sou de SP e estou querendo ir pescar ai no rio Miranda em Aquidauana. E gostaria de saber a quandidade"peso" de peixe q se pode pescar e trazer. Obrigado!
    Anderson - 25-08-2004 12:34h

  • Pesca no Mato Grosso
    Informação é a melhor isca do pescador Morei 10 anos na região de São Félix do Araguaia. Cheguei em 1984. Das margens podíamos avistar enormes pirararas, ou localmente chamado de "filhote" de até 150 quilos, pescado por inocentes que vendiam a preço de banana, quase num sistema de escravidão, a algumas lideranças locais e regionais que as levavam para Goiânia e Brasília. O pedido de instalação de uma agência do IBAMA sempre foi recusado pelos prefeitos locais. Faltava consciência aos inocentes e informação aos chefetes. Depois de cinco anos, já não se via mais as varas de buriti afundar na frente da cidade. O filhote-pirarara já havia desaparecido. Após uma campanha de divulgação do turismo, da qual tomei parte como assessor por dois mandatos, o peixe sumiu. Centenas de pescadores em caravanas descobriram que podiam pescar peixes maiores, de 15 quilos, com mais facilidade. Mas, depois da consciêntização da importância da pesca esportiva, inclusive com o trabalho incansável do Rubinho, Rubens de Almeida Prado, então no programa Pesca e Companhia do SBT, de alguns pescadores e guias de pesca, que trabalhavam nas pousadas e hotéis das cidades ribeirinhas, ao longo do rio Araguaia e Rio das Mortes, os peixes voltaram a aparecer. A rede é proibida, agora com a norma de apenas um espécime por pescador, os aficionados das grandes cidades que esperam um ano inteiro para realizar a famosa "pescaria no araguaia", é que estão se conscientizando. Como o pesquisador Agostinho Carlos Catella menciona no artigo, a informação é a melhor arma contra a destruição dos recursos naturais. As normas radicais quando aplicadas a esmo, sem a consulta popular, só favorecem aos malfeitores, à corrupção e ao comércio ilegal. Com três anos de espera prá fazer a pescaria, vai ter um congestionamento de voadeira no Araguaia de fazer pernilongo engordar.
    Guilherme Korte - 16-10-2002 05:10h

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