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QUEIMADA CONTROLADA NO PANTANAL

29-03-2002

:. Do mesmo autor
Utilização da Queima Controlada em Caronal

A utilização do fogo como elemento de manejo das áreas de savanas e campos naturais, embora muito contestada no meio científico por entidades ambientalistas e a sociedade em geral, constitui uma realidade e prática bastante comum em muitas regiões tropicais e subtropicais, especialmente naquelas caracterizadas por estação seca pronunciada. No Brasil, o fogo está presente na atividade agropecuária, destacando-se sua utilização na região dos Cerrados e Amazônia, com o objetivo de promover a renovação ou recuperação das pastagens. A utilização desta prática como alternativa de manejo das savanas justifica-se pelo controle de plantas invasoras e maior oferta de forragem fresca e palatável para o gado, obtida através da emissão de brotações, proporcionada pela remoção da macega.

Na maioria das áreas de savanas e especialmente nos cerrados brasileiros, ao final da estação seca, queimam-se indiscriminadamente áreas de vegetação herbácea, arbustiva e arbórea. No Pantanal, a queimada também é empregada anualmente, entretanto, ao contrário da maioria das áreas de savanas, sua utilização se faz de forma controlada. Devido as características peculiares da região, por apresentar alternadamente extensas áreas de campos (limpos ou sujos) sujeitas a inundações periódicas, cerrados, cerradões e matas, o pantaneiro tem feito uso desta prática de forma parcimoniosa.

Conforme relatos de outros pesquisadores, a utilização do fogo no Pantanal se faz de forma seletiva e localizada, procurando eliminar ou conter a expansão de espécies indesejáveis e promover a rebrota das forrageiras de baixa aceitabilidade, sendo comumente queimadas as áreas de "caronal" (predominância de Elyonurus muticus), de "capim-fura-bucho" (Paspalum carinatum e Paspalum stellatum), de "capim-rabo-de-burro" e rabo-de-lobo (Andropogon bicornis e Andropogon hypogynus) e cerrados ralos. Destacam, ainda, que a rebrota promovida pelo fogo parece essencial ao aproveitamento das forrageiras de baixa aceitabilidade, embora, talvez, 90% da fitomassa aérea seja perdida pela queima.

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Evaldo Luís CardosoEnvie um email!
Pesquisador - EMBRAPA/CPAP
Sandra Mara de Araújo CrispimEnvie um email!
Pesquisadora - EMBRAPA/CPAP

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