11-02-2002
O cenário atual do agronegócio baiano demonstra um dinâmico processo de desenvolvimento. Nos últimos 04 anos o setor vem esboçando movimentos que indicam mudanças relevantes na dinâmica do seu crescimento, reorganização dos segmentos com gradativa substituição de atividades tradicionais por novas explorações, deslocamento da fronteira agrícola com melhor aproveitamento de áreas e redefinição das vocações agrícolas nas distintas regiões econômicas do Estado, resultando na introdução de inovações tecnológicas na produção primária.
Os números evidenciam a continuidade do processo de modernização deste importante mercado, com um incremento de 3,7% na frota de tratores, em relação ao ano de 1999, o que equivale a 40% do total adquirido no Nordeste. O nosso parque de máquinas já alcança 28 mil unidades. Por outro lado, o consumo de fertilizantes cresceu 20%, em relação a 1999.
Outro importante indicador das mudanças em curso é o crescimento da área de agricultura irrigada, que atingiu 280 mil hectares, tendo crescido em média 10 % a cada ano, nos últimos 10 anos. A Bahia em 1970 dispunha de pouco mais de 30 mil ha irrigados. A previsão para 2002 é de 343 mil ha, sendo a fruticultura responsável por 32% dessa área.
Os incentivos fiscais passaram a ser gerenciados de forma a aumentar a adesão do setor produtivo aos programas de melhoria dos padrões de sanidade e qualidade, tanto na área animal como vegetal. Pode-se citar, como exemplos, o caso da redução do ICMS incidente sobre produtos importantes na formação da receita, como a carne de novilho precoce, o leite tipo A e Longa Vida e a carne resfriada e congelada de frango, buscando-se sempre a valorização dos produtos agrícolas e a abertura de mercados mais exigentes, além de possibilitar maior competitividade à agropecuária baiana.
A agropecuária foi o “carro-chefe” na formação do Produto Interno Bruto – PIB, com crescimento de 11% em 2000. A produção de lavouras cresceu 19,3% e a colheita de grãos bateu recorde de 3,7 milhões de toneladas, 44% a mais do que a obtida em 1999, impulsionando o Valor Bruto da produção para R$ 5,4 bilhões. O Banco do Brasil, por exemplo, tem aplicado no setor o equivalente a R$ 1,4 bilhão, entre ações de apoio a custeio, investimento e comercialização.
Os compromissos de investidores externos e internos no agronegócio baiano atingiram R$ 1,9 bilhão em 2000, e vão elevar nos próximos anos a produção de fios de algodão e tecidos, rações, frangos, fertilizantes, leite e derivados, carne de novilho precoce, filés de pescado, camarões cultivados, frutas tropicais, sucos e concentrados, café, cacau, dentre outros.
Uma das conquistas recentes mais relevantes foi, sem dúvida alguma, a erradicação da febre aftosa, com a declaração do Estado da Bahia, pelo Ministério da Agricultura, como área livre da doença com vacinação.