Brasil, 16 de abril de 2014.
Ir para a página inicial Agrolinks Comunidade Ciência & Tecnologia Informação Negócios Publicidade
   
 
 Artigos
 Eventos
 Notícias
 Cadastre-se
 Agrociência
 Software
 Categorias
 Mais visitados
 Classificados





Página inicial dos artigos
Início
 
Agricultura
 
Agroinformática
 
Desenv. Rural
Economia Rural
 
Pecuária
 
Da agricultura orgânica à agroecologia

12-12-2007

:. Do mesmo autor
Incrementando a biodiversidade no agroecossistema

A agricultura orgânica de substituição de insumos conserva a mesma mentalidade do “fator limite” da agricultura conservadora, que conduziu as pesquisas agrícolas convencionais do passado. Esta mentalidade está enfocada na “lei do mínimo” onde, em um determinado momento, há sempre um fator que limita o incremento da produção e este fator pode ser superado via aplicação de um insumo externo apropriado. Superado este fator pela adição de insumos, os seguintes também serão combatidos pela adição de outro insumo. Este processo continua consecutivamente a cada novo fator limite encontrado. É a forma de simplificação do problema, uma abordagem não holística do sistema agrícola, uma abordagem simplista, principalmente porque conserva o modelo de monocultivos.

A agricultura orgânica com este modelo de substituição de insumos logra substituir os insumos químicos por aqueles ditos biológicos, que muitas vezes tem um custo muito mais elevado que os da agricultura convencional. Deste modo, incentiva a dependência capitalista do agricultor aos insumos biológicos, conservando o modelo econômico (e conseqüentemente social) da agricultura convencional. Assim, a agricultura orgânica se encontra em realidade altamente comercializada e dominada pelo capital. Os planificadores corporativos perceberam que é possível ter lucros com a agricultura orgânica, mantendo os agricultores dependentes de seus insumos biológicos, geralmente muito mais caros. Ainda é válido comentar que a substituição de insumos não aproveita os efeitos benéficos da integração da biodiversidade vegetal e animal. A substituição pode até reduzir alguns impactos da agricultura ao meio ambiente mas não diminui a vulnerabilidade fundamental do monocultivo. Além disso, a substituição de insumos mais daninhos pelos menos daninhos, mas mais caros, aumenta os custos de produção e não resolve a crise econômica que enfrentam os agricultores de todo mundo.

Uma conversão de um sistema de manejo convencional a um manejo orgânico se inicia com a pesquisa comparativa entre os dois sistemas para determinada cultura. Estruturado o pacote tecnológico obtido na pesquisa, geralmente a conversão inclui as seguintes etapas:

• Eliminação progressiva de insumos químicos;

• Racionalização ao uso de agroquímicos mediante o manejo integrado de pragas;

• Substituição de insumos agroquímicos por outros alternativos e de baixa energia;

• Redesenho diversificado do sistema agrícola para um ótimo equilíbrio de cultivos/animais que estimulem o sinergismo levando ao subsidio da fertilidade do solo, regulação das pragas e doenças e produção agrícola.

Páginas: anterior 1 2 próxima Topo da página


Cristiane de Jesus BarbosaEnvie um email!
Pesquisadora - EMBRAPA/CNPMF

  Enviar este artigo por e-mail  Imprimir este artigo  Como citar esse artigo 
:. COMENTÁRIOS
    Clique aqui!  E deixe seu comentário sobre o artigo!

:. ARTIGOS RELACIONADOS
Controle biológico
Agronomia versus Biodiversidade
Raspa de mandioca como alternativa para melhorar a renda da pequena produção do Semi- Árido do Nordeste
Alimentos orgânicos: melhor para vida
Incrementando a biodiversidade no agroecossistema

Copyright © 2000 - 2014 Agronline.com.br