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Indução de resistência para o controle de doenças do mamoeiro

06-12-2007

:. Do mesmo autor
Reação de genótipos de mamoeiro à inoculação com Phytophthora palmivora

Fungos micorrízicos arbusculares em pomares irrigados de citros

Portifólio de tecnologias em mandioca e fruticultura

Rizobactérias em citros

Limite máximo de resíduo de fungicidas em mamão

O Brasil é o primeiro produtor mundial de mamão (Carica papaya L.), com produção estimada de 1,6 milhões de toneladas por ano, situando-se entre os principais países exportadores, principalmente para o mercado europeu. O mamão é cultivado em quase todo território brasileiro, merecendo destaque os Estados da Bahia, Espírito Santo e Ceará, responsáveis por cerca de 90% da produção nacional (IBGE, 2007). Devido à grande expansão da cultura no país, têm surgido muitos problemas fitopatológicos, destacando-se as doenças, as quais depreciam a qualidade do fruto, reduzem a produtividade e a longevidade da cultura. Entre estas doenças, as de maior expressão econômica são causadas por vírus (mancha anelar e meleira) e por fungos, como a varíola (Asperisporium caricae), antracnose (Colletotrichum gloeosporioides) e as podridões de Phytophthora. Com a finalidade de controlar essas doenças, exceto as viroses, os produtores vêm aplicando fungicidas, cujos custos vêm aumentando a cada ano, além de apresentarem riscos para o meio ambiente e para a saúde do homem.

Considerações sobre o uso de fungicidas na agricultura, como oneração do custo de produção, degradação dos recursos naturais, problemas de intoxicação de aplicadores de defensivos agrícolas, aumento dos riscos da presença de resíduos nos produtos colhidos, assim como, surgimento de raças do fungo resistentes têm levado a uma procura crescente por práticas de manejo de doenças mais racionais (Zadoks, 1992). Neste contexto, surgem termos como o controle alternativo de doenças de plantas, no qual se destaca a indução de resistência. Esta envolve a ativação de mecanismos de defesa latentes existentes nas plantas (Hammerschmidt & Dann, 1997). Esta ativação pode ser obtida pelo tratamento com agentes bióticos (como microrganismos viáveis ou inativados) ou abióticos. Moléculas de origem biótica ou abiótica capazes de ativar/induzir qualquer resposta de defesa nas plantas são chamadas de eliciadores (Smith, 1996), podendo, neste caso, atuarem como indutores de resistência.

No Brasil, experimentos de laboratório e campo têm demonstrado a viabilidade do emprego dos métodos de indução de resistência em diversas culturas, como café, cacau, melão, mamão e outros (Guzzo et al., 2001; Rizzo et al., 2003; Benelli et al., 2004; Dantas et al., 2004; Cavalcanti & Resende, 2005). O maior interesse sobre o uso de controles alternativos se concentra na possibilidade de imunização de plantas, o que significa um controle que perdure por todo o ciclo vital do hospedeiro.

A indução de resistência em plantas a patógenos é conhecida desde o século XX e, nos dias que correm, fitopatologistas já conseguem perceber a imensa possibilidade do fenômeno de indução de resistência para o controle de enfermidades de plantas (Romeiro, 1999; Kuc, 2001).

O termo indução de resistência pode ser utilizado para designar uma proteção local, isto é, a indução de resistência apenas nos tecidos onde se efetuou o tratamento com o agente indutor, como também pode indicar uma resistência sistêmica, que se manifesta à distância do local de aplicação do indutor (Sticher et al., 1997; Heil & Bostock, 2002).

A resistência induzida é dependente do intervalo de tempo entre o tratamento inicial (tratamento indutor) e a subseqüente inoculação do patógeno (tratamento desafiador). Essa dependência indica que mudanças específicas no metabolismo da planta, envolvendo a síntese e/ou acúmulo de substâncias são importantes no fenômeno da resistência induzida (Pascholati & Leite, 1995). A sua duração pode ser de poucos dias a algumas semanas, ou mesmo durar todo o ciclo de vida da planta, passando assim, a constituir um mecanismo de defesa constitutivo (Métraux et al., 2002; Durrant & Dong, 2004).

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Antonio Alberto Rocha OliveiraEnvie um email!
Pesquisador - EMBRAPA/CNPMF

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  • SOBRE AS PRAGAS
    EU ACHO QUE AS PRAGAS SAO AS MAIORES DIFICULDADES DOS AGRICULTORES
    JAMILLI DA SILVA SANTOS - 14-03-2011 14:49h

  • doença do mamoeiro
    gostaria de detalhes em linguagem mais acessível, e se possível fotos do mamoeiro doente (folhas) e dos frutos. não sou agricultor apenas tenho algumas frutas em meu quintal. obrigado
    arnaldo arpon - 27-08-2010 15:53h

  • Maracujá amarerlo azedo
    Se você tiver artigos sobre a indução a resistência DE PRAGAS E DOENÇAS da cultura de maracújá me mande por favor, trabalho com a cultura e sou produtor no municipío de sooretama E S .
    CARLOS - 12-06-2009 19:55h

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