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A interceptação das chuvas por ecossistemas

23-08-2006

Que o clima governa o tempo, que o tempo determina a distribuição das águas no planeta e que a água controla a vida é bastante óbvio. Basta que se observe o clichê que a água é, sobre a superfície terrestre, a um só tempo, nosso bem mais precioso e abundante.

Pode admitir-se que a quantidade total de água existente na Terra, nas suas três fases, sólida, líquida e gasosa, se tem mantido constante, desde o aparecimento do Homem. A água da Terra - que constitui a hidrosfera - distribui-se por três reservatórios principais, os oceanos, os continentes e a atmosfera, entre os quais existe uma circulação perpétua - ciclo hidrológico. O ciclo hidrológico é, portanto, o fenômeno global de circulação da água entre a superfície terrestre e a atmosfera, impulsionado fundamentalmente pela quantidade de radiação solar incidindo sobre a superfície terrestre e à rotação da Terra.

As trocas entre circulações da superfície terrestre e da atmosfera, fechando o ciclo hidrológico, ocorrem em dois sentidos: a) no sentido atmosfera - superfície, onde a transferência de água ocorre em qualquer estado físico, sendo mais significativa, as precipitações de chuva e neve; b) no sentido superfície – atmosfera, onde a ascensão do vapor de água ocorre, fundamentalmente, como decorrência da evapotranspiração.

Se a evapotranspiração é o processo crítico na remoção de água dos oceanos e dos continentes, seu parceiro no ciclo hidrológico passa a ser as diferentes formas como as águas se precipitam sobre a superfície terrestre - chuva ou neve. Ou seja, as precipitações são elementos alimentadores da fase terrestre do ciclo hidrológico e constitui-se de importante fator para os processos de escoamento superficial direto, infiltração, evaporação, transpiração, recarga de aqüíferos e vazão básica dos rios.

A superfície terrestre se constitui, em macro escala, obviamente, dos continentes e dos oceanos. Muito embora a menor parte do ciclo hidrológico seja constituída pela circulação da água nas superfícies continentais, isto é: a circulação de água no interior e na superfície dos solos e rochas, nos lagos e rios e principalmente no interior dos ecossistemas. Ou seja, num ecossistema a fonte da entrada de água no solo é composta de precipitação pluviométrica menos a parcela dessa água que é interceptada pela vegetação. Dessa forma a vegetação exerce um importante papel no ciclo hidrológico tanto em nível de quantidade como de qualidade de água não somente pela evapotranspiração, mas também pela interceptação da água de chuva.

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Ricardo Augusto Calheiros de MirandaEnvie um email!
Professor - UERJ

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