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Acredita-se que entorno de 80% do nitrogênio fixado pela leguminosa pode ser transferido de maneira indireta para a gramínea. A conseqüência disso é o melhoramento das pastagens devido a melhor cobertura do solo e ao aumento da produção de forragem. Além disto, a consorciação de gramíneas e leguminosas é economicamente interessante para o produtor, pois há uma redução significativa nos custos da adubação nitrogenada. Por estas razões a consorciação encontra-se bastante difundida no Brasil.
No entanto, na Amazônia Ocidental a escassez de gramíneas e leguminosas forrageiras adaptadas às condições de solo e clima e que sejam recomendadas para o estabelecimento de pastagens consorciadas estáveis, produtivas e persistentes, tem sido apontada como o principal motivo da falta de difusão dessa prática nessa região. As espécies de capins mais utilizadas em pastagens no Estado de Rondônia pertencem ao gênero Brachiaria e grande parte dessas pastagens cultivadas tem mostrado sinais de degradação em poucos anos de uso. Sendo este um motivo de grande preocupação para os pesquisadores da Embrapa Rondônia, um estudo para avaliar a utilização de pastagens consorciadas de capim Massai (Panicum maximum) e amendoim forrageiro (Arachis Pintoi) na alimentação de vacas mestiças em lactação vem conduzido no campo experimental de Porto Velho.
A utilização de gramíneas forrageiras, como o capim Massai, é recomendada para consorciação com leguminosas porque este capim apresenta menor exigência quanto à fertilidade do solo, resistência a pragas e boa produção de matéria seca (10 a 18 t/ha/ano). Já o amendoim forrageiro, o qual detém elevado potencial nutricional (20,4% PB), tem apresentado bons resultados na Amazônia Ocidental, com aumento de até 43% no valor nutricional protéico da dieta e vem se constituindo como boa opção para os produtores de leite que tem nas pastagens cultivadas a base alimentar de seus rebanhos.
Espera-se que em futuro muito próximo, os pecuaristas da Amazônia Ocidental possam contar com grandes mudanças em relação à oferta de novas leguminosas forrageiras bem como de recomendações técnicas que viabilizem a pecuária sustentável através do uso de pastagens consorciadas não só para criação de bovinos leiteiros, mas também para ovinos e bovinos de corte.