|
|
Protecionismo da China e Índia prejudica o Brasil
|
|
25-03-2001
Foi realizado em Londres o 71o Congresso da IASC - International Association of Seed Crushers, o grande fórum de discussão mundial da indústria de óleos vegetais. Mais de 400 pessoas de vários países atenderam ao evento e o Brasil contou com um número expressivo de participantes.
Foram realizadas apresentações sobre os mais diversos temas, mas nenhum deles foi mais tratado nas reuniões oficiais e nas discussões informais do que o forte acirramento do protecionismo em importantes mercados de países emergentes, como a República Popular da China e a Índia.
A indústria dos principais países - Estados Unidos da América, Brasil Argentina, países da União Européia, Canadá, Austrália e Malásia foram unânimes em identificar medidas artificiais dos governos chinês e indiano que distorcem totalmente o comércio mundial, e anulam a competitividade empresarial. A China não tem liberado quotas de importação de óleos vegetais e impôs um imposto sobre o valor adicionado com alíquota de 13%, no farelo de soja. Assim, aquele país impede totalmente o acesso dos produtos industrializados brasileiros ao mercado gigantesco de 1,25 bilhão de habitantes mas importa grandes volumes de matéria prima (soja) sem qualquer restrição.
Com esta política deliberada de proteção à indústria local, a China se tornou o maior importador mundial de soja em grão, sendo previsto um volume recorde superior a 6 milhões de toneladas neste ano. O isolamento do mercado mundial faz com que os preços internos de óleo e farelo na China se situem em um patamar cerca de 30% superior ao nível internacional, proporcionando artificialmente uma margem de esmagamento inexistente em qualquer outro país do mundo. A intervenção governamental propicia rentabilidade tão elevada que criou uma onda de volumosos investimentos na instalação de novas fábricas mais modernas e competitivas.
O prejuízo ao Brasil é visível. A programação dos navios apresenta inúmeros embarques de matéria prima para a República Popular da China, ao passo que os carregamentos de óleo e farelo de soja tornaram-se totalmente desprezíveis, muito aquém dos volumes dos últimos 5 anos, que atingiram picos de 939 e 1.258 mil toneladas de óleo e farelo respectivamente.
|
César Borges de Sousa Presidente da ABIOVE - ABIOVE
|
|
|
|
| :. COMENTÁRIOS |
Clique aqui!
E deixe seu comentário sobre o artigo!
protecionismo.
Boa tarde!
achei a materia genial,pois através dela fiquei sabendo mtas coisas q ñ sabia sobre o
protecionismo.
parabéns,mesmo.
boa tarde.
iza - 23-08-2006 14:28h
Império chamado CHINA
E evidente que a China daqui ha poucos anos irão abraçar o mundo todo. é um enorme pais todos praticamente estao voltados para agricultura, todos sabemos que todos paises dependem das exportações sejam elas quais forem, mas acredito que o nosso gigante chamado BRASIL nunca ira afundar, pois produz de tudo desde o mineral ao vegetal temos a maior flora medicinal do mundo temos a maior concentração de todos os tipos de minerais no mundo, so nos falta grandes homens que cuidem do nosso gigante com amor e com vergonha na cara, sao tantos impostos e não se v^e beneficios para nação, somente para os gdes. empresarios.
E triste saber que temos uma enorme reserva de petroleo em toda a costa brasileira e não podemos explorar pois fomos vendidos ha mais ou menos uns 17 anos.
Nao teriamos que ter medo da economia mundial pois temos de tudo pra nos e pro mundo, infelizmente a corrupção e maior que todos estes fatores.
Hoje vivo na França ha 3 anos, e estou melhor qdo. vivia ai.
A França não produz nada, so o milho que são fortes na europa, mas pelo menos os politicos são bem mais corretos e distribuem a renda do pais igualmente para todos.
Sem mais foi uma forma de desabafar, e desejo que fiquem todos em paz e com Deus.
Domingues - 15-02-2005 10:41h
mercado Chinba e india
Importantissima esta matéria, ms tb preocupante, penso eu. Evidente que prejuijo será grande na industria, mas estas restriçoes, tb nao afeta o preço da soja inatura? tanto no mercato externo quanto interno?Como fica o produtor? qual seria as suas perdas?
Saudaóes
Jose Carlos - 09-01-2005 19:15h
Protecionismo da China e India prejudicam o Brasil
Parabenizo o excelente e esclarecedor artigo
do Sr. César Borges de Souza e gostaria de acrescentar também que outros inúmeros fatos prejudicam as nossas exportações e em particular com a India, país que conheço bem desde o ano de 1987, e que passo a enumerar:
- inexistencia de uma comissão mista entre Brasil e India.
- inexistencia de um consulado brasileiro em Mumbai e de um Banco do Brasil, na India.
- inexistencia de um Órganismo nos moldes do Indian Trade Promotion Org. e também a inexistencia de "Export Promotion Councils", no Brasil, nos moldes dos indianos.
- maior agressividade comercial dos nossos diplomatas, excelentes na diplomacia mas pouco afetos às questões comerciais.
Roberto Nóbrega - 17-06-2001 20:37h
china
Pelo menos eles ainda compram enorme quantidade da soja in natura.
Eduardo Salvador - 26-05-2001 17:29h
Fortalecimento do mercosul
Nós latinos temos que fortalecer o intercâmbio comecial dentro do mecosul,só assim alcançaremos um poder de fogo maior frente as grandes potências, unidos no mercosul,seremos mais consumidores,com ideais comuns,resolveremos os problemas sócio-econômicos-culurais dentro do nosso bloco,só o fortalecimento e a união de nossos povos poderemos pensar em vencer esta querra de desiguais
MAURI FLÓRIO JOAQUIM - 10-05-2001 00:36h
|
|
|