31-01-2003
A pesquisa agropecuária e florestal, que constitui o agronegócio da Embrapa Rondônia, detém um papel fundamental no desenvolvimento do estado, pois ao disponibilizar alternativas tecnológicas viáveis, propicia o desenvolvimento sustentável da sua agropecuária, conciliando produção com preservação ambiental, o que representa um recurso estratégico para o combate à crise social e econômica.
A sociedade brasileira está passando por um profundo processo de transformação, o qual redireciona as ações governamentais que devem primordialmente assegurar a inserção competitiva do país no cenário internacional, diminuir as desigualdades espaciais e sociais, tornando o Estado moderno e eficiente. Nos próximos anos, as ações que contribuírem para a geração de emprego e para aumentar o saldo positivo na balança comercial receberão tratamento preferencial pelos poderes públicos.
Os cenários futuros para o agronegócio nacional convergem para uma agropecuária consciente das demandas potenciais dos três tipos de atividades agrícolas (subsistência, transição e de mercado), com crescente sensibilidade ambiental, comprometida com a preservação dos recursos naturais, da biodiversidade e melhoria da qualidade de vida. Ademais, deve ser competitiva, com qualidade e produtividade, tecnologicamente avançada, demandante de informações técnico-gerenciais e promotora de emprego e renda.
A sustentabilidade da Embrapa Rondônia está na capacidade de responder às demandas propostas e oferecer aos governantes e à sociedade em geral, a oportunidade de encontrar dentro desta Instituição o respaldo necessário ao desenvolvimento tecnológico da agropecuária estadual.
Os esforços governamentais relacionados com o desenvolvimento sócioeconômico das regiões tropicais, utilizando tecnologias tradicionais, tem sido associados ao estabelecimento de níveis expressivos de degradação do meio-ambiente. A implementação de uma política de desenvolvimento rural sustentável tem sido uma tarefa difícil, uma vez que se fundamenta na adoção de um enfoque sistêmico, no qual diversos aspectos devem ser contemplados, tais como: 1. viabilidade biológica; 2. viabilidade econômica; 3. aceitabilidade social; 4. vontade política; 5. respeito pelo ambiente; 6. equidade dentro e entre gerações; 7. disponibilidade tecnológica e, 8. aplicabilidade prática. Na concepção das políticas e programas voltados para o desenvolvimento sócioeconômico, devem ser consideradas algumas tendências do cenário global da economia de mercados, que, entre outras, apresenta as seguintes macrotendências:
- produção de bens respaldada em conhecimento ténico-científico atualizado e com utilização de recursos humanos capacitados, constituem atributos para torná-los mais competitivos;