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Arquitetura, agricultura e floresta sustentável – encontrando uma nova abordagem dos cenários rurais

31-03-2006

:. Do mesmo autor
Reserva Ilegal?

As formas de interação que ocorrem dentro dos ecossistemas Incluem mais do que

organismos afetando-se mutuamente. O ambiente físico também afeta os organismos

e eles, por sua vez, afetam o ambiente.

Conserving the Commons. Thinking Ecologically About People and Resources.

Arquitetura sustentável é um processo em evolução que enfoca estratégias

inovadoras e tecnologia para melhorar a qualidade de vida cotidiana, sua

abordagem envolve principalmente: eficiência energética na construção e

manutenção, aproveitamento de estruturas pré-existentes, especificação de

materiais utilizados e planejamento territorial envolvendo a proteção dos

contornos naturais.

Agricultura sustentável é holística: ela trata a produção agrícola como parte

integrante de um todo composto de elementos como solo, plantas, animais e

insetos cujas interações podem ser ajustadas e enriquecidas para solução de

problemáticas e maximização da produtividade. Agricultura sustentável também é

científica: ela se sustenta em conhecimento sobre os elementos do ecossistema e

suas interações para alcançar seus resultados.

Sustentabilidade florestal é a prática de manejar e conservar todos os recursos

florestais para atender as necessidades da sociedade hoje e nas futuras

gerações; com a população mundial na expectativa de atingir 9 bilhões em 2050,

sustentabilidade florestal é mais do que um ideal corporativo.

As estimativas dizem que em torno do ano 2025, o planeta Terra vai demandar

outros 1,115 trilhões de m2 em espaço para residências,6 bilhões de m2 em

espaço para indústrias, 5,4 bilhões de m2 em espaço para o comércio.

Atualmente, das emissões globais de CO2, edifícios são responsáveis por entre

40 e 50% do total, o transporte por outros 25% e as fontes industrias pelos

restantes 25%. Somente para operar os edifícios nos EUA são consumidos de 33 a

40% de toda energia no país. Para construção, modificação e manutenção são

demandados outros 6,25% de toda energia consumida.

De acordo com o relatório da FAO(2002), as projeções de consumo de alimentos vão

continuar a crescer nos países em desenvolvimento pelos próximos 30anos, indo

de uma média de 2626 Kcal em 1990 para algo perto de 3000 Kcal em 2015. A média

diária do nível de consumo nos países em desenvolvidos tem expectativa de

romper as 3000 kcal em 2030. A produção de alimentos nos países em

desenvolvimento esta projetada para ser 70% maior do que em 1990; o relatório

afirma que existe uma persistente contradição entre ter uma produção suficiente

de comida no mundo e a falta de nutrição nos países em desenvolvimento,

reconhecendo a necessidade de aumentar a produtividade nestes locais.

Há uma necessidade de dar suporte contínuo para as políticas e pesquisas

agrícolas nos países em desenvolvimento. O relatório ainda deixa claro que em

torno de 2030, 3/4 da produção mundial projetada vão estar ocorrendo nos países

em desenvolvimento comparados a metade produzida nos anos 60. A maior parte

desses incrementos em produtividade virão da intensificação da produção de

alimentos. O mais comum é esperar que o aumento na produção derivará do

incremento da produtividade das plantas e de formas mais intensivas de uso da

terra.

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