22-06-2005
Entre todos os meios de comunicação de massa, o rádio tem se destacado como exemplo de força, graças a sua popularidade e poder de penetração em localidades comumente inacessíveis a outros veículos tradicionais e igualmente fortes da mídia. Nem a chegada da televisão ao Brasil, há mais de 50 anos, nem mesmo o advento da Internet, no final do século passado – esta de acesso ainda limitadíssimo à população rural, sobretudo aqui no Nordeste -, constituiu ameaça ao poderio do velho e conhecido receptor. Sabe-se, todavia, que as rádios brasileiras de amplitude modulada (AM’s) vêm enfrentando sérias dificuldades. Em anos mais recentes, algumas delas sendo levadas a promoverem significativas mudanças em sua grade de programação, na tentativa de sobreviverem e se adaptarem aos novos tempos. Paralelamente, houve, nos últimos dez anos, uma exagerada proliferação das emissoras comerciais de freqüência modulada (FM’s).
Segundo dados do Ministério das Comunicações, nos estados de Alagoas, Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rondônia, Sergipe e São Paulo as rádios em frequência modulada suplantaram em quantidade as AM`s. Além disso, a década de 1990 assinala a legalização de centenas de rádios comunitárias, ora presentes na maioria dos municípios brasileiros, grande parte das quais prestando valiosos serviços às comunidades onde estão instaladas. Por sinal, prestação de serviços tem sido o lema daquelas emissoras que buscam melhorar os índices de audiência, qualquer que seja sua localização, sua área de abrangência, seu público ouvinte etc, independentemente de serem comunitárias, educativas ou comerciais.
O impacto do rádio como veículo de comunicação além do interesse político em sua utilização reiteram o seu potencial e a sua influência. É o veículo de comunicação mais presente nos lares brasileiros, sendo também um dos mais democráticos do nosso país. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 88,9% dos domicílios brasileiros possuíam, no ano de 1995, pelo menos um aparelho receptor de rádio. Esse mesmo levantamento do IBGE, mostra ainda que a presença do rádio nos lares brasileiros ocorre em índices superiores aos da televisão. Em alguns casos, 100% superiores. Impera a hegemonia do rádio, inclusive, em regiões de difícil acesso.