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MT - Acrimat: "Independência passou dos limites"
Pecuaristas credores do frigorífico Independência de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Minas Gerais e Goiás estão revoltados com mais um capitulo do processo de Recuperação Judicial. Segundo informações do presidente do Sindicato Rural de Nova Xavantina, Mauri Evangelista dos Santos, “uma secretária do frigorífico Independencia chamada Lourdes, esta enviando para os sindicatos rurais uma procuração voltada para a pessoa jurídica e outra para pessoa física, para que o pecuarista assine, dando total poderes para ser representado na Assembleia Geral, aceitando a proposta do frigorífico”. Revoltado, Evangelista alerta o pecuarista que se ele assinar a procuração “estará dando total poder para a dona da casa fazer o que quiser com a dívida que o Independência tem com os produtores. Não podemos largar nossos representantes, não podemos assinar essa procuração".

A procuração encaminhada ao Sindicato Rural de Nova Xavantina nomeia e constitui como procuradora dos pecuaristas a advogada Thaila Cristina Nogueira Luz, com escritório no município de Taboão da Serra, Estado de São Paulo. A procuração diz: ....“com todos os poderes para representar a outorgante em qualquer Assembléia Geral de Credores que venha a ser realizada no âmbito da Recuperação Judicial ingressada do INDEPENDÊNCIA S.A. – Em Recuperação Judicial (“ISA”) e da Nova Carne Indústria de Alimentos Ltda. – Em Recuperação Judicial (“Nova Carne”) ... incluindo os poderes necessários para votar favoravelmente ao plano de recuperação judicial do ISA e da Nova Carne (“Plano”) que contenha cláusula de pagamento mínimo correspondente a R$ 100.000,00 à vista e em uma única parcela após o recebimento de recursos previstos no Plano, e o pagamento de eventual saldo em até 36 (trinta e seis) parcelas mensais, iguais e consecutivas, com valor mínimo de R$ 1.000,00, até integral quitação do crédito da Outorgante, observados os termos e condições do Plano, bem como para votar favoravelmente a eventuais propostas de suspensões da referida AGC, podendo, também, substabelecer os poderes conferidos, e tudo o mais que for necessário ao bom e fiel cumprimento do presente mandato”.

O assessor jurídico da Acrimat, Armando Biancardini Candia, disse que se realmente o frigorífico estiver encaminhando essa procuração e não a advogada “ é preciso que as entidades representativas informem o Juiz responsável pelo processo e o Ministério Público do que está acontecendo”. Segundo o assessor da Acrimat, “esse procedimento fere o princípio da idoneidade, torna o processo vicioso, comprova cooptação, induzido o credor ao erro, o que pode ser entendida como tentativa de fraude”. Ele orienta o pecuarista “a não assinar em hipótese nenhuma essa procuração”.

“Se realmente eles estiverem encaminhando essa procuração aos pecuaristas, o Independência passou dos limites”, disse o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari. Ele ressalta que o pecuarista deve ficar atente para “esse tipo de manobra, pois a proposta é tentadora, já que 80% dos credores do setor receberiam seu crédito”. Segundo Vacari, essa procuração tira todos os poderes do produtor na Assembleia Geral dos Credores que deve acontecer ainda este ano, depois que os credores não aceitaram o plano de recuperação apresentado pelo frigorífico. “O pecuarista não pode abrir mão da única arma que ele tem, que é o voto na assembleia”.

O produtor rural de Mato Grosso do Sul (MS), Marcelo Baltazar, disse que “os credores daqui também receberam a procuração encaminhada pelo Independência”. Com a voz exaltada ele disse que “estamos revoltados, é uma loucura o que eles estão fazendo, isso é jogo de quem não quer pagar, meu medo é de que isso não termine bem, pois a revolta é muito grande”.

O presidente da Comissão dos Credores dos Frigoríficos em Recuperação Judicial, Marcos da Rosa, disse que os pecuaristas devem permanecer unidos e não assinar a procuração. “A Comissão vai se reunir para tomar as devidas providências. Não vamos permitir que enganem, mais uma vez o pecuarista”. Segundo Marcos da Rosa, a proposta dos pecuaristas continua sendo o pagamento de 100% da dívida com os 1.524 pecuaristas na ordem de R$194 milhões, com data para pagar, com juros e correção nas dívidas . “Queremos garantia no recebimento de nossa dívida que representa apenas 5,6% dos débitos do frigorífico e sem a matéria prima eles não voltam a funcionar. Não vamos fornecer boi para o abate, enquanto não pagarem o que devem”. Com informações da assessoria de imprensa da Acrimat.

Fonte: Pecuaria.com.br

Data: 27-08-2009
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