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MT - Milho: Grão ‘estocado’ a céu aberto tem perdas que passam de 10%
O leilão de milho da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), confirmado para comercializar 500 mil toneladas em Mato Grosso amanhã, chegará tarde. As fortes chuvas que caíram nos últimos dias sobre Mato Grosso já provocaram perda acima de 10% sobre a produção que se encontra a céu aberto em várias regiões do Estado por falta de armazenamento adequado. As estimativas são de que 550 mil toneladas de milho estejam sem cobertura. A previsão de agricultores e agrônomos é de que a perda pode ser ainda maior caso novas precipitações sejam confirmadas.

“Com as chuvas, o milho esquenta e entra em combustão espontânea em função da forte fermentação, acarretando perda física e de qualidade para o produto”, explica o agrônomo Agmar Lima, que presta consultoria a vários produtores nas regiões de Nova Mutum, Ipiranga do Norte, São José do Rio Claro, Nobres e Diamantino, numa área total de 80 mil hectares milho, soja e algodão. “A verdade é que ninguém esperava por essas chuvas agora. Moro em Mato Grosso desde 1990 e nunca vi chover tanto no mês de agosto”.

Para tentar minimizar os prejuízos, produtores improvisaram a cobertura do milho com lonas plásticas. Mesmo nessas lavouras a perda será inevitável devido aos fortes ventos. Agmar Lima diz que o leilão da Conab veio tarde e muitos produtores estão desanimados.

“Fomos pegos de surpresa [com as chuvas]”, conta o presidente do Sindicato Rural de Sinop (503 quilômetros ao norte de Cuiabá), Antônio Galvan. Segundo ele, os produtores estão providenciando a secagem do milho, mas não há onde guardar a produção. “Estão falando que esta semana vai chover mais, então o prejuízo poderá ser maior”.

Uma das empresas preocupadas com a situação é a cerealista Ovetril, que está secando os grãos e transportando-os para Diamantino e Campo Verde. Galvan estima que mais de 15 mil toneladas de milho ainda se encontram “sob o tempo” em Sinop.

Para ele, o leilão de amanhã da Conab “vai apenas ajudar, mas não resolve a situação dos produtores”, que continuam sem alternativa para armazenar a safra.

O presidente do Sindicato Rural de Tapurah (433 quilômetros ao norte de Cuiabá), Marusan Ferreira Barbosa, diz que as perdas decorrentes das chuvas são irreversíveis. “O milho que pegou água vai apodrecer. Como em muitos casos não há como separá-lo dos grãos secos, vai perder qualidade. Estimamos que pelo menos 10% da produção atingida pelas chuvas terão perdas”.

Barbosa informou que somente no Condomínio Unigrão são cerca de 150 mil sacas a céu aberto. “O pior é que ainda existe previsão de novas chuvas para a região, o que poderá elevar os prejuízos do produtor”. Ele também acredita que o leilão chegou tarde para os produtores mato-grossenses. “O volume anunciado para este leilão da Conab (500 mil toneladas para Mato Grosso) é pequeno. Só o que temos em alguns municípios da região norte são mais de 200 mil toneladas”.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), Rui Ottoni Prado, diz que para Mato Grosso há necessidade de a Conab leiloar pelo menos três milhões de toneladas de milho “para resolver o problema da deficiência de armazenagem”.

LEILÃO – No leilão do Prêmio de Escoamento do Produto (PEP) a ser realizado amanhã a Conab vai ofertar 760 mil toneladas de milho, sendo 500 mil toneladas de Mato Grosso, 100 mil toneladas do Paraná e o restante do Mato Grosso do Sul, de Goiás e do Distrito Federal.

Será o quarto leilão na colheita da safra de inverno para sustentar os preços pagos ao produtor. No caso de Mato Grosso, o preço mínimo por saca de 60 quilos é de R$ 13,20 e o mercado tem ofertado cerca de R$ 8 a R$ 9, para a saca localizada no norte mato-grossense.

Data: 27-08-2009
Fonte: Diário de Cuiabá
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