Com a colheita da safra praticamente concluída, os produtores de alho do Rio Grande do Sul iniciaram a comercialização. A estimativa é de que a produção totalize 15 mil toneladas do bulbo contra as 25 mil t obtidas na safra anterior. A redução de área, aliada a qualidade excepcional nas lavouras, anima quem permaneceu na atividade após dois anos de preços baixos, afirma o presidente da Associação Gaúcha de Produtores de Alho, Olir Schiavenin. 'Tudo leva a crer que teremos preços remuneradores ao produtor nesta safra', projetou.
Em Caxias do Sul, com mais de 90% da produção colhida e elevado rendimento, os primeiros negócios confirmam as projeções otimistas do segmento. Os agricultores estão recebendo R$ 3,50 pelo quilo do alho,valor considerado remunerador.
O cenário favorável que se desenha baseia-se também na redução de áreas previstas na Argentina e na China, países que exportam para o Brasil, deprimindo o preço interno. Há anos o setor luta, sem êxito, junto ao governo federal, pelo estabelecimento de cotas de importação de alho dos dois países, lembra Schiavenin. O setor também reclama maior fiscalização do pagamento da taxa de dumping. O imposto, instituido no governo FHC, visava proteger a produção nacional da concorrência desleal, devido aos seus altos subsídios.
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