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ES - Pinhão manso surge como opção para agricultor do Noroeste capixaba
Os agricultores familiares da Região Noroeste do Espírito Santo contam com mais uma opção para diversificar os investimentos agrícolas na propriedade. Na manhã desta terça-feira (18), em Colatina, numa iniciativa conjunta entre a administração publica estadual e a iniciativa privada, foi confirmado um protocolo de intenções, pela empresa Nòvabra Energia ES S.A., para o fomento da cultura do pinhão manso. Com o acordo, os produtores rurais interessados em ingressar na atividade terão apoio para iniciar os plantios.

No evento também foram assinados, pelas prefeituras, os termos de adesão ao protocolo de intenções para o Programa ‘Pinhão Manso’,. que vai explorar a plantação, cultivo e processamento de pinhão manso para uso industrial de biocombustível, em seus municípios.

A cerimônia contou com as presenças do vice-governador, Ricardo Ferraço, do prefeito de Colatina, Leonardo Deptulski, do presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), Guerino Balestrassi, do secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Ricardo Santos e dos prefeitos de Alto Rio Novo, Baixo Guandu, Governador Lindenberg, Itaguaçu, Mantenópolis, Marilândia, Pancas e São Roque do Canaã, municípios que reúnem condições favoráveis para o desenvolvimento da planta, e dos diretores da empresa Nòvabra, Mauro Sartori e Pedro Burnier.

Para o secretário da Agricultura, Ricardo Santos, as condições climáticas da Região Noroeste são favoráveis para o cultivo do pinhão manso, que se adapta a grandes períodos de seca e da potencialidade local em disseminar a cultura. “Nossa perspectiva é muito favorável à instalação dessa atividade no Estado, pois além de intensificar os nossos projetos de pesquisa, vai gerar o fortalecimento do pequeno produtor e da agricultura familiar. Além disso, vai aumentar a diversidade da região”, avaliou Ricardo Santos.

O representante da API Nova Energia, Mauro Sartori, agradeceu o apoio do Governo do Estado e afirmou que a empresa também irá implantar o próprio plantio na região. “O Grupo API considera esse projeto como prioridade de estratégia de desenvolvimento de energia renovável. Estamos confiantes que com o esforço de todos vamos conseguir atingir nosso objetivo de desenvolver a cultura no Noroeste do Espírito Santo”, disse Mauro Sartori.

A Nòvabra Energia ES e a API Nova Energia visam o desenvolvimento de um programa de plantio de 25 mil hectares da cultura de pinhão manso, em até cinco anos, por meio de fomento com pequenos produtores rurais. No enceramento da solenidade foi inaugurada a sede administrativa da Nòvabra no município de Colatina, que vai atender aos produtores rurais.

“A diversificação de atividades é importante principalmente no setor agrícola. A presença do pinhão manso será uma alternativa viável aos agricultores que investem tradicionalmente nas lavouras de café, na fruticultura, na pecuária e no cultivo de árvores econômicas. O Noroeste capixaba é propício para o desenvolvimento do pinhão, que é uma planta muito resistente a pouca oferta de água. A cultura será implantada com a garantia de compra da produção, o que é uma tranquilidade para o produtor”, disse o vice-governador Ricardo Ferraço.

Ele acrescentou ainda que “essa parceria entre o agricultor e a indústria é muito saudável. Há alguns anos fizemos um trabalho semelhante com o fomento da manga ubá na região, e hoje a atividade é uma realidade que gera benefícios. É isso que esperamos também com o pinhão manso. A semente dos frutos dessa planta produz um óleo que é matéria-prima eficiente para a produção de energia limpa, o que é um anseio do mundo inteiro”, destaca o vice-governador, Ricardo Ferraço, que coordena do Programa Capixaba de Investimentos e Empregos 2009.

Pinhão manso

O pinhão manso (jatropha curcas) pertence à família das Euforbiáceas, a mesma da mamona e da mandioca. É um arbusto grande, de crescimento rápido, que atinge até três metros de altura, mas pode alcançar até cinco metros em condições especiais.

A semente de pinhão, que pesa de 0,551 a 0,797 gramas, pode ter, dependendo da variedade e dos tratos culturais de 33,7 a 45% de casca e de 55 a 66% de amêndoa. Nessas sementes, são encontradas, ainda, 7,2% de água; 37,5% de óleo e 55,3% de açúcar, amido, albuminóides e materiais minerais, sendo 4,8% de cinzas e 4,2% de nitrogênio.

Atualmente, essa espécie não é explorada comercialmente no Brasil, mas é uma planta oleaginosa viável para a obtenção do biodiesel, pois produz, no mínimo, duas toneladas de óleo por hectare, levando de três a quatro anos para atingir a idade produtiva, que pode se estender por 40 anos.

De acordo com pesquisadores, o pinhão manso é uma planta produtora de óleo com todas as qualidades necessárias para ser transformado em óleo diesel. Além de perene e de fácil cultivo, apresenta boa conservação da semente colhida, podendo se tornar grande produtora de matéria prima como fonte opcional de combustível. Saiba mais sobre a planta no site www.pinhaomanso.com.br.

Data: 18-08-2009
Fonte: Governo do Espírito Santo
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