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SP - Pesquisa seleciona cultivares para o sistema orgânico de produção de batata
A crescente demanda por batata e outras hortaliças, cultivadas organicamente no Brasil, representa uma importante oportunidade e, ao mesmo tempo, um desafio aos produtores orgânicos.

“Na atualidade, é limitado o esforço de pesquisa enfocando fertilização, adaptação de cultivares e manejo de pragas e doenças para sistemas orgânicos de cultivo da batata. Em geral, a produtividade na produção orgânica de batata é menor em comparação a obtida no sistema convencional, devido à cultura estar sujeita à inúmeras pragas, doenças e distúrbios fisiológicos”, revela o agrônomo Fabrício Rossi. Sob orientação do professor Paulo César Tavares de Melo, do departamento de Produção Vegetal, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), Rossi concluiu a pesquisa “Cultivares para o sistema orgânico de produção de batata”. O objetivo foi avaliar cultivares nacionais e estrangeiras desenvolvidas para o cultivo convencional, observando o potencial produtivo e qualidade, em condições de campo, sujeitas ao ataque de pragas e doenças. Durante dois anos, o pesquisador conduziu experimentos na Estação Experimental Agroecológica do Pólo Regional do Leste Paulista (APTA), em Monte Alegre do Sul/SP e no Sítio Orgânico Pereiras, em Socorro/SP.

Foram colocadas em análise 14 cultivares convencionais e mais 4 clones avançados, com intenção de identificar aqueles que apresentassem maior produtividade, além dos níveis de resistência à requeima e à pinta-preta, ambas doenças fúngicas. Rossi reforça que a requeima é a doença mais problemática para a produção orgânica de batata, visto que ela reduz a área foliar e o ciclo vegetativo, comprometendo a produtividade.

Os resultados mostraram que os genótipos apresentam alto potencial produtivo e aptidão para sistemas orgânicos de cultivo nas condições experimentais às quais foram submetidos, com destaque para ‘Apuã’, ‘Monte Alegre 172’, ‘Itararé’ e os clones avançados APTA 16.5, APTA 21.54 e Ibituaçú. As cultivares Apuã, Aracy, Catucha, Monte Alegre 172 e o clone Ibituaçú apresentam elevado nível de resistência à requeima. Já com relação à pinta-preta, apresentaram maior resistência os genótipos ‘APTA 16.5’, ‘Apuã’, ‘Aracy’, ‘Aracy Ruiva’, ‘Éden’ e ‘Ibituaçú’ e ‘Monte Alegre 172’. Outra informação importante aos produtores é que a cultivar Cupido apresentou, em cultivo orgânico, alto potencial de produtividade comercial, maior produção de tubérculos graúdos sob moderada incidência de requeima, destacando-se ainda pelo aspecto visual dos tubérculos.

“Algumas cultivares e clones avançados, obtidos pelo setor público, revelam potencial para ampliar de imediato a sua participação no segmento da bataticultura orgânica”, salienta Rossi. O pesquisador lembra ainda que esses genótipos são considerados “rústicos”, ou seja, menos exigentes em insumos, e exibiram desempenho bastante satisfatório em rendimento comercial e resistência a doenças. “Convém destacar, no entanto, que a produção de batatas-semente de origem orgânica ainda não existe no Brasil em escala comercial, ou são provenientes do sistema convencional ou são produzidos pelo próprio produtor rural, o que pode ser um entrave técnico para o futuro da bataticultura orgânica”, ressalva o autor da pesquisa.

Caio Albuquerque

Esalq

www.esalq.usp.br

Data: 17-08-2009
Fonte: Esalq
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