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EUA: Safras americanas podem ficar ainda maiores
O pessimismo que tomou conta do mercado de grãos da Bolsa de Chicago na semana passada deve continuar nos próximos dias, especialmente se as condições climáticas próximas continuarem a favorecer o desenvolvimento das safras no meio oeste.

A confirmação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de safras de soja e milho abundantes para este outono derrubou os preços das commodities na semana passada. Mas o interesse da China na importação de soja e a queda contínua do dólar ainda podem recuperar os preços.

“A soja é o mercado que deve ser acompanhado nos próximos dias. Ela ainda é o grão mais influente e instável de todos”, disse Gavin Maguire, analista da agência corretora EHedger. “Mas eles também alcançaram um crítico ponto técnico. Se nós abrirmos mais baixos esta semana, as cotações terão indicado essencialmente um padrão de queda... No entanto, se a nova safra de soja segurar as cotações, as altas ficarão para a próxima rodada”, conclui Maguire.

Agora que o contrato de soja para agosto expirou, os negociadores estarão atentos à safra de novembro, e seus sinais de compra e venda. O suporte desse contrato, que é a principal safra do ano, está previsto em US$ 9,80. O novembro fechou um pouco acima disso, em US$ 9,81.

Dada a atual quebra no preço, as novas vendas para a China da soja americana podem garantir o suporte dos preços. Devido ao enorme apetite dos chineses, as exportações de soja dos EUA já estavam 104% acima das previsões do USDA, mesmo três semanas antes do fim da temporada.

Clima quente, com previsão de chuvas

O clima continua sendo o curinga que pode colocar as negociações em jogo, mas as previsões climáticas mais recentes indicam muita chuva e calos no meio oeste americano – condições ideais para promover o desenvolvimento das lavouras de soja e de milho.

“Nós temos que garantir que essas chuvas aconteçam de acordo com o previsto, especialmente nas áreas central e leste do cinturão de milho, preenchendo as áreas secas”, informou o analista Dan Cekander, analista da Newedge, USA.

Áreas de estiagem têm sido observadas, como o sul de Minnesota, norte de Iowa e noroeste de Ohio. Mas na maior parte do meio-oeste já teve umidade mais que necessária para proporcionar o desenvolvimento das lavouras, depois de passar pelo julho mais frio e úmido em anos. O milho passou pela floração no mês passado sob condições perfeitas, a principal razão pela qual o USDA aumentou suas previsões de produtividade em seis bushels por acre, para 159,5 bushels, um pouco abaixo do recorde que ficou em 160,3 bushels por acre.

Conforme afirmam os investidores da Bolsa de Chicago: as safras grandes ficaram maiores. Então, se o clima de agosto se manter tão bom quanto foi julho, a safra americana de milho – atualmente considerada a segunda maior na história, com 12,76 bilhões de bushels – deve ficar ainda maior.

Os importadores estão cientes disso. Para a soja, a produção dos EUA já está prevista para ser a maior registrada, em 3,199 bilhões de bushels. A soja deve ser mais beneficiada que o milho pelas chuvas de agosto, já que ele forma os grãos este mês e se desenvolvem um pouco depois do milho no meio-oeste.

Fonte: Agência Reuters

Data: 17-08-2009
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