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Condomínio de Agroeneria da Agricultura Familiar deverá iniciar a operação em novembro
Cerca de 300 pessoas, entre agricultores e autoridades federais, estaduais e municipais, prestigiaram nesta quarta-feira (12 de agosto) pela manhã, em Marechal Cândido Rondon, o lançamento de um projeto pioneiro no país, o Condomínio de Agroenergia da Agricultura Familiar. Resultado de uma parceria entre diversas instituições (Itaipu Binacional, prefeitura municipal, Secretaria de Estado da Agricultura, Copel, Emater, Iapar, Embrapa, Fundação PTI e Instituto de Tecnologia Aplicada e Inovação), o projeto permitirá que 41 propriedades de caráter familiar, localizadas às margens do Rio Ajuricaba, utilizem dejetos da agropecuária para gerar energia, que será vendida para a Copel.

As propriedades receberão melhorias no sistema produtivo, para atender a critérios de produção sustentável. E os dejetos serão utilizados para produzir biogás, que por sua vez movimentará uma microcentral termelétrica. O projeto utiliza-se de tecnologias desenvolvidas na região para biodigestores, tubulações de gás e motogeradores, o que estimula a indústria e os serviços locais. O custo estimado para as obras nas propriedades e na construção da microcentral (que será também uma estrutura voltada ao ensino e à pesquisa) é de cerca de R$ 29 mil por propriedade, totalizando R$ 1,1 milhão. A Itaipu e demais parceiros se responsabilizam pelo projeto, assistência técnica, materiais e equipamentos de construção, cabendo aos agricultores a mão-de-obra.

Para o agricultor Gedson Vargas, dono de uma propriedade leiteira de 16 hectares, o condomínio é uma oportunidade que os agricultores não podiam deixar passar. “Estamos recebendo tudo; só temos que trabalhar. Vai ser muito bom para nós”, afirmou Vargas, que foi eleito pelos demais agricultores para representá-los no comitê de implantação do condomínio.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Miguel Samek, destacou o caráter social do projeto, que proporciona novas fontes de receita para o produtor rural, com a venda de energia, produção de biofertilizante e pela venda de créditos de carbono. “É um projeto que agrega renda e qualidade de vida, permitindo a fixação do homem no campo. E um dos principais diferenciais está nessa ampla gama de instituições trabalhando em parceria com a comunidade e com o comitê gestor da microbacia”, afirmou Samek.

O projeto é um passo a mais nas medidas de saneamento ambiental que vinham sendo adotadas no Ajuricaba, que é uma das microbacias trabalhadas pelo programa Cultivando Água Boa, da Itaipu. Conforme o superintendente de Energias Renováveis da empresa, Cícero Bley, o projeto do condomínio foi exaustivamente preparado e discutido ao longo de cinco meses pelos técnicos das instituições envolvidas e responde ao grande desafio que é inserir o pequeno produtor no mercado da agroenergia. “É um projeto que pode ser facilmente replicado em outras partes do país, especialmente nos estados do Sul, onde existe uma forte produção agropecuária com animais estabulados”, afirmou.

As obras de implantação deverão estar concluídas até o próximo mês de novembro. Na primeira fase, vão gerar energia os produtores de suínos e de bovinos de leite. Na segunda fase, entram também os produtores de aves. Futuramente, se pretende também que os produtores tenham a opção de se autoabastecer. “Mas como o que a Copel paga por essa energia é muito mais do que o que os produtores pagam pela energia que recebem, vale mais a pena para eles continuarem vendendo”, disse o presidente da Copel, Rubens Ghilardi.

Também estiveram presentes no lançamento o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Walter Bianchini, o prefeito de Marechal Cândido Rondon, Moacir Froehlich, além de representantes dos demais parceiros do projeto, prefeitos da região Oeste e outras autoridades locais.

Itaipu Binacional

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Data: 12-08-2009
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