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RS - Fumo e soja mantêm liderança nas vendas
O fôlego dos produtos primários, como soja e fumo, para sustentar e evitar maior queda das exportações gaúchas pode estar chegando ao fim. O alerta foi feito ontem pelo economista Álvaro Antonio Garcia, da Fundação de Economia e Estatística (FEE). Dados de janeiro a julho das vendas externas gaúchas mostram que os dois produtos mantiveram liderança e maiores índices de crescimento. As exportações somaram US$ 8,2 bilhões, recuo de 19,3% ante o mesmo período de 2008. Soja e fumo somaram juntos US$ 2,4 bilhões, cerca de 30% do resultado comercial do período.

O especialista ressaltou um dado positivo em meio ao recuo de transações: o Estado manteve em sete meses menor taxa de queda no faturamento externo, comparado à média brasileira (-24,3%) e a de estados que lideram o ranking, como São Paulo e Minas Gerais, primeiro e segundo lugares respectivamente. Os paulistas amargaram vendas 30,1% mais baixas, e os mineiros, 20%. O País somou divisas de US$ 84 bilhões de janeiro a julho. O tema é destaque da Carta de Conjuntura da FEE de agosto. O Estado ocupa a terceira posição nas vendas externas.

Garcia acrescentou ainda que os compradores emergentes como China mantiveram a liderança. A soja foi o produto mais cobiçado pelos chineses, que acumulam compras no valor de US$ 1,44 bilhão até julho, 33,9% acima do mesmo período de 2008. Logo depois vem os Estados Unidos, com US$ 696,6 milhões (recuo de 27,9%) e Argentina, com US$ 622,5 milhões, receita 32,5% menor que a de janeiro a julho do ano passado. “É aquela tese: na crise, as pessoas deixam de gastar em tudo, menos em alimentos”, avalia.

O economista também analisou os blocos econômicos de destino dos produtos gaúchos em 2009, passados dez meses do estouro da crise financeira. A ascensão do bloco asiático, liderado pela China, é flagrante, com único crescimento entre as regiões, avanço de janeiro a julho de 26,8% frente aos sete primeiros meses de 2008. A performance já altera o peso dos blocos. O asiático, que respondia por 12,2% do faturamento com as encomendas nos sete primeiros meses de 2008, passou a 19,2% no período recente. “Boa parte do desempenho até agora se deve a itens primários, mas cuja oferta depende da safra. Também há indefinição de preços de commodities que pesará no resultado”, adverte o economista.

Tradicionais clientes, como países da zona do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) e Mercado Comum do Sul (Mercosul), apresentam quedas de 30,6% e de 27,7%, respectivamente. Países da América do Sul, excluindo os parceiros do Mercosul, seguem a temporada recessiva, com recuo de 29,3% na receita. Entre as menores baixas está a do fluxo para a União Europeia, que representou a maior divisa para o Estado até julho (US$ 1,78 bilhão), 15,7% abaixo do desempenho do ano passado. Também chama a atenção a desaceleração nas vendas para a Comunidade dos Estados Independentes (CEI), com freio de 47,2% no faturamento. A região, ressalta o economista, despontou como cliente importante para carnes.

Para Garcia, o comportamento reflete a morfologia global da crise, que registra redução nas encomendas para o Estado nos países com recessão técnica (dois trimestres seguidos de queda no PIB). Estão nesta condição Estados Unidos, zona do euro e os vizinhos latinos. “Eles são tradicionais compradores de nossos produtos industrializados. Como a crise parece estar cedendo, pode ser que o fluxo dessas regiões melhore até o final do ano”, aposta Garcia.

O economista sustenta expectativa promissora para itens que podem ganhar espaço nas mesmas regiões emergentes. Ele cita a carne de frango, que começa a abrir canal de exportação para a China. A confirmação desse mercado ajudaria a reverter a queda verificada até julho na receita com o produto, que chegou a 29%, em um saldo de US$ 559,9 milhões ante US$ 788,3 milhões do mesmo período de 2008. Outras mercadorias com maior valor mantêm temporada negativa: calçados, tratores móveis, colheitadeiras e partes e acessórios de automóveis.

Data: 12-08-2009
Fonte: Jornal do Comércio
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