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24 de Maio - Dia Nacional do Café
Uma das bebidas mais antigas do mundo, o café se mantém atual e cada vez mais presente no dia a dia de milhões de pessoas. Aqui no Brasil, onde é consumido por 97% da população, o café é tão importante que tem uma data só sua e que é comemorada desde 2005, quando passou a fazer parte do Calendário Brasileiro de Eventos: 24 de Maio, Dia Nacional do Café.

Este ano a ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café quer aproveitar a paixão declarada por 9 entre cada 10 brasileiros, com idade acima dos 15 anos, que diariamente tomam café, para comemorar também os 20 anos do Selo de Pureza, primeiro programa setorial de certificação de qualidade em alimentos no Brasil.

Foi este programa, lançado em agosto de 1989, que recuperou a credibilidade do produto junto aos consumidores que, nos anos 1970 e 1980, começaram a abandonar a bebida por acharem que o melhor era exportado e o pior destinado ao consumo interno. Ao assumir o compromisso de assegurar a pureza do café, distinguindo as empresas idôneas daquelas que fraudavam seus produtos, a ABIC deu o primeiro passo rumo ao grande mercado que se tem nos dias de hoje, marcado, sobretudo, pela maior qualidade e variedade dos produtos ofertados, dos tradicionais aos superiores e gourmets.

O consumo brasileiro, que em 1965 era de 4,72 quilos de café torrado e moído por habitante/ano, caiu para 2,27 quilos em 1985. Na época que o Selo de Pureza foi implantado, mais de 30% das marcas analisadas e comercializadas em todo o País burlavam a legislação. Passadas duas décadas, o Programa Permanente de Controle de Café, por meio do qual a ABIC fiscaliza as marcas de indústrias associadas e não-associadas, e concede ou não o Selo de Pureza, comemora índices inferiores a 2% e 3% de marcas fraudadas ou impuras no mercado.

O compromisso assumido pela ABIC foi cumprido, e os consumidores já reconhecem a melhora da qualidade do café que tem sido oferecido, e comemoram tomando mais xícaras por dia: em 2008, o consumo per capita foi de 4,51 quilos de café torrado e moído por habitante/ano (quase 76 litros por pessoa/ano), resultado que se aproxima do consumo histórico de 1965.

Bebida natural, que dá prazer e energia

Coado, filtrado, tirado pelas mãos hábeis dos baristas da máquina de “espresso” (profissionais experts no preparo de café “espresso” e de drinques à base de café), com ou sem leite, com açúcar ou adoçante, com creme ou puro. Não importa qual a variação ou qual a combinação. O café é o parceiro de todas as horas dos brasileiros, pois é uma bebida natural que, tomada regularmente e em doses moderadas, faz bem à saúde, dá prazer e energia.

É por isso que, ao saborear uma xícara de café, os consumidores têm que ter em mente todos os caminhos percorridos pelos grãos até chegar a este momento único de prazer e aroma em suas xícaras. A cadeia produtiva do café começa lá na lavoura, onde os produtores investem nos tratos dos seus cafezais. Nesse mês de maio a colheita já começou em grande parte das regiões produtoras e é um período em que os cuidados se dão com os preparos dos lotes, secagem e armazenamento.

O elo seguinte é o da indústria, que compra os cafés crus (in natura), podendo ou não combinar grãos de diversas fazendas de uma mesma região ou até combinar grãos de Estados diferentes (grãos produzidos em São Paulo com outros da Bahia, por exemplo). Essa aquisição também é feita pelas firmas exportadoras, que criam blends para atender compradores de diversos países.

A etapa da indústria exige cuidado extremo, para garantir que a qualidade iniciada na lavoura seja mantida no processo de torra e moagem. Devidamente embalado, o café em grãos torrados ou torrado e moído segue depois para o varejo, principalmente supermercados, e também para pontos de consumo, como cafeterias, bares, restaurantes e hotéis. Algumas casas de café compram diretamente o grão da lavoura e torram e moem na própria loja.

Nos mercados e supermercados, onde a grande maioria das pessoas compra seus cafés, os cuidados referem-se à exposição do produto: as embalagens devem ser colocadas em gôndolas próprias e distantes de itens que exalem perfumes ou odores fortes.

A cadeia café ainda inclui a casa, o consultório ou o escritório dos consumidores, locais em que eles próprios preparam suas bebidas. Cabe a essas pessoas o papel fundamental de garantir, nesta etapa final, a qualidade iniciada na lavoura e preservada pela indústria e pelo varejo. Usar água filtrada (a água clorada da torneira altera o sabor) e armazenar corretamente o café, deixando-o longe de outros produtos como os de higiene e limpeza, são duas regras básicas para se obter uma excelente bebida. Usar as quantidades indicadas na embalagem e seguir as instruções do manual da máquina (no caso das cafeteiras elétricas e máquinas de ‘espresso’ para uso doméstico), também garantem um ótimo café. E se for preparar no coador ou filtro de papel, não se deve deixar a água ferver. O ponto ideal é logo que a fervura inicia.

Ontem e hoje

As primeiras mudas foram trazidas da Guiana Francesa para o Pará em 1727, pelo oficial português Francisco Melo Palheta. Desde então, o café praticamente fez o país, criando cidades e gerando riqueza por onde passou. Cultura nômade a princípio, do Pará o café foi para o Rio de Janeiro e de lá, seguiu para o Vale do Paraíba, no Estado de São Paulo e, via Serras Fluminenses, conquistou Minas Gerais e, em seguida, Paraná e Espírito Santo.

Até os anos 50, o café respondia por mais de 60% das divisas brasileiras. A industrialização do País perseguida pelo presidente Juscelino Kubitschek (1956-1960) foi financiada em grande parte com o dinheiro obtido com a exportação desse produto agrícola. Economicamente, o café não tem mais o peso na balança comercial que teve até aquela década, o que mostra que o Brasil cresceu, deixou de ser agroexportador e hoje comercializa de aeronaves a bens de capital e de consumo, assim como produtos agrícolas diversificados. Mas a importância do café na economia do País continua inquestionável: o Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo, e o segundo maior mercado consumidor (atrás dos Estados Unidos). Em 2008, a produção brasileira foi de 46 milhões de sacas; as exportações foram de 29,5 milhões de sacas, e o consumo interno de 17,66 milhões de sacas.

Como produto, o café também sempre foi fonte de inspiração para artistas consagrados como Cândido Portinari e Tarsila do Amaral. O café ainda patrocinou grandes eventos, como a Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo em 1922, e que mudou radicalmente o mundo artístico e cultural brasileiro.

Todo dia é dia de café, de norte a sul do Brasil. Mas 24 de Maio é especial. É a oportunidade de indústrias, produtores, exportadores, cooperativas, jornalistas, varejistas, artistas, escritores, consumidores e demais apaixonados por café retribuírem com uma homenagem a essa fonte inesgotável de prazer, aroma e sabor.

Informações:

ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café / Tempo de Comunicação

Data: 19-05-2009
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