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Pesquisa mostra relação da atividade agropecuária com o desmatamento na Amazônia
O uso de técnicas estatísticas com base em dados atuais tem ajudado cientistas a identificar os diferentes usos de solo nas áreas desmatadas e a comprovar matematicamente a relação das atividades agropecuárias com a derrubada da floresta amazônica. O trabalho realizado pela Embrapa nos Estados de Rondônia e Acre compara a evolução do rebanho bovino com o desmatamento em um período de cinco anos. As áreas utilizadas para agricultura e o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) também foram considerados.

Em linhas gerais, o estudo mostra que, além da pecuária estar presente em todos os municípios onde há derrubada de floresta, a maior concentração do rebanho está justamente nas regiões com mais de 80% da área desmatada. É o caso dos municípios de Jaru e Cacoal, localizados na região central de Rondônia, principal bacia leiteira da Amazônia.

A concentração de cabeças de gado nos municípios dessa região de Rondônia supera a de Estados como Santa Catarina e é encontrada em poucas partes do Rio Grande do Sul, por exemplo. Existem de 100 a 297 cabeças de gado por km² de área municipal, de acordo com o IBGE. Não por menos, Rondônia movimentou U$ 197,532 milhões com o comércio de carne bovina para o exterior no primeiro semestre do ano passado, o que fez do Estado o quarto maior exportador do produto no Brasil.

Análise fatorial

Para lidar com a grande quantidade de variáveis envolvidas no estudo, os pesquisadores utilizaram uma técnica estatística chamada análise fatorial. O objetivo é condensar a informação, reduzindo o número de variáveis sem grandes perdas de dados, explica o pesquisador Samuel José de Magalhães Oliveira, da Embrapa Rondônia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Foram considerados sete indicadores: efetivo (ou rebanho) bovino, área antropizada (ou desmatada), IDH-M, área municipal e áreas com cultivo de mandioca, soja e milho. A relação mais evidente entre os indicadores é entre área desmatada e rebanho bovino. É o que acontece na bacia leiteira de Rondônia e na região próxima a Rio Branco, no Acre.

Mas são também esses municípios que apresentam índices de desenvolvimento humano mais alto, em torno de 0,75. O IDH-M no Brasil varia aproximadamente de 0,4 a 0,9, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). “Esse aspecto é revelador porque não é em todos os lugares que existe essa relação entre pecuária e desenvolvimento humano e também por mostrar que a pecuária não está apenas nas regiões menos desenvolvidas da Amazônia”, diz o pesquisador Samuel Oliveira.

O estudo mostra também o início de um processo de redução da atividade pecuária na região conhecida como Cone Sul do Estado de Rondônia. Pastagens degradadas dão lugar a lavouras mecanizadas de arroz e soja. O preparo do solo para o cultivo de grãos permite aproveitar áreas já abertas, evitando a derrubada da floresta.

O monitoramento das tendências de evolução da pecuária bovina é apontado pelos pesquisadores como uma ferramenta importante para a definição de ações preventivas e políticas públicas para evitar o desmatamento na região. A pesquisa parte agora para a definição de cenários futuros. Serão utilizados modelos matemáticos para tentar identificar as tendências do setor. Os trabalhos fazem parte do projeto “Impactos ambientais, econômicos e sociais da bovinocultura de corte”, do qual fazem parte a Embrapa Rondônia, Embrapa Pantanal, Embrapa Cerrados e Embrapa Acre.

Data: 13-04-2009
Fonte: Embrapa
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