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Curtimento do couro do peixe já é realidade
O projeto “Reciclando o peixe” que consiste no aproveitamento e curtimento da pele do peixe para a confecção de peças como bolsas, sapatos, carteiras e outros acessórios está a todo vapor sendo executado em Corumbá, Mato Grosso do Sul. Fazem parte deste projeto mais três outros municípios da bacia do Paraguai, Coxim, Miranda e Aquidauana. “A técnica de curtimento do peixe é semelhante a do gado, a diferença está na utilização dos produtos, que são substituídos por extratos vegetais, tanino, em vez do produto químico. E também se diferenciam quanto ao processamento das etapas.” Explicou Francisco Barbosa que é técnico de curtimento em peles exóticas. Ele processa o pescado por meio de uma máquina artesanal chamada Fulão que tem a capacidade de produzir 10 kg de pele por dia, o equivalente a 700 peixes.

De acordo com Marlene Barbosa Mendonça, coordenadora do projeto a valorização do projeto compreende em reciclar e agregar valor à pele que seria jogada fora, sem contar no seu valor cultural, social, ambiental e sustentável, pois até os extratos utilizados no processo podem ser comprados na região. As ferragens normalmente utilizadas para interligar as peças como botões e elos serão substituídas por ossos de peixes, e estas espinhas também servirão para confecção de bijuterias e adereços. Também no futuro próximo será inserido o uso da fibra vegetal retirada de camalotes para costurar a pele e do uso da pigmentação de cores regionais como o urucum como um diferencial a mais para o produto.

A carne é comercializada para o seu consumo. É o aproveitamento de 100% do peixe.

O objetivo principal do projeto visa gerar renda ao pescador e a população ribeirinha, como forma de alternativa de sobrevivência na época da Piracema. O curso deu início dia 07 de outubro e se estende até o dia 23 do mês corrente, com uma turma matutina e outra noturna, cada uma com 20 alunos, funcionando de segundas a sextas feiras. Mas a oficina vai além do curso de capacitação, ela oferece suporte através da busca de parcerias em instituições como forma de assegurar a continuidade do projeto.

Os proponentes que abraçaram esta iniciativa são a WWF através de compra de equipamentos; Imap, Embrapa Pantanal, Iespan, com transferência de tecnologia; prefeitura de Ladário-MS remanejando pessoal com veículo e doação de lanche, Federação das colônias e colônia de Pescadores selecionando pessoal para o curso; casa do artesão e Ila cedendo o espaço físico; além dos recursos conseguidos pelo Fundo de Investimento a Cultura por meio da Fundação de Cultura de Campo Grande; Semactur de Campo Grande e Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.

Marlene disse que o produto já tem mercado interessado no couro, por ser 72 vezes mais resistente que o couro de boi, por ser novidade e principalmente por ser natural e do pantanal e este é o seu maior apelo para a sua valorização. Marlene não pôde adiantar a qual mercado esta destinada a novidade, mas garantiu que é promissor.

Data: 15-10-2002
Fonte: Embrapa/CPAP
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