Agronline
Página inicial dos artigos
Notícia
 
Agricultura
 
Agronegócios
 
Geral
Pecuária
 
Política
 
Tecnologia
 
Inicio > Geral
Mercado interno consome 99% da cachaça e aguardente de cana produzidos no país
Brasília - No ano passado, as exportações brasileiras de cachaça e de aguardente de cana-de-açúcar somaram US$ 11 milhões, US$ 2 milhões a mais que em 2003, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Mesmo com o aumento de 22,22% registrado no período, esse número representa apenas 1% da produção brasileira, já que o restante (99%) é consumido no próprio país. Para adequar os produtos às exigências do mercado internacional, mas sem perder de vista o mercado interno, o ministério modificou o regulamento técnico para fixação dos padrões de identidade e qualidade das duas bebidas derivadas da cana-de-açúcar.

"O principal objetivo foi ter um produto de qualidade atendendo ao mercado interno, já que 99% são consumidos aqui e, com isso, a gente também está atendendo à exigência do mercado externo com relação a alguns contaminantes que aparecem na cachaça", explica a chefe do Serviço de Aguardente e Cachaça, da Coordenação Geral de Vinhos e Bebidas, do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, do Ministério da Agricultura, Hélia Alves de Mendonça.

Publicada recentemente do Diário Oficial da União, a Instrução Normativa nº 13 define como cachaça a bebida obtida pela destilação de mosto (sumo) fermentado de cana-de-açúcar, com graduação alcoólica de 38% a 48% em volume, produzida no Brasil. "Com essa indicação geográfica, sempre que estiver escrito cachaça, é produto exclusivo do Brasil, com a qualidade que é feita aqui e como é consumido aqui dentro. Se um outro país produzir o mesmo produto e escrever cachaça, o Brasil pode entrar com um recurso na OMC (Organização Mundial do Comércio) acusando-o de fraude de produto, como se fosse uma falsificação", destaca Hélia.

Já a aguardente de cana, com gradação alcoólica de 38% a 54% em volume, pode ser obtida pela destilação simples ou pelo mosto fermentado de cana. "No caso de ela ser obtida pelo mosto e se tiver até 48 % em volume pode ser chamada de cachaça se o produtor assim preferir", explica.

A instrução normativa também traz duas novas classificações para o produto envelhecido. A Premium deve conter 100% de cachaça, ou aguardente, envelhecida por um período não inferior a um ano. Já a Extrapremium, 100% de cachaça, ou aguardente, com envelhecimento mínimo de três anos. Segundo Hélia Mendonça, a terceira categoria é a envelhecida, que é a que contém pelo menos 50% de cachaça envelhecida por um período não inferior a um ano.

As novas normas exigem também o controle e fiscalização de outros contaminantes (carbamato de etila, chumbo e arsênio), além do cobre e do metanol. De acordo com Hélia, tanto a cachaça como a aguardente continuam sujeitas à fiscalização do ministério quanto ao uso de aditivos e coadjuvantes proibidos e às condições de higiene dos estabelecimentos produtores.

Data: 18-07-2005
Fonte: Agência Brasil
  Enviar está notícia por e-mail  Imprimir esta notícia 

Notícias relacionadas
»Abrasel – PR promove palestra sobre produtos regionais
»Aberto processo de seleção para chefe-geral da Embrapa Rondônia
»3º Fórum de Agricultura da América do Sul debate crescimento do agronegócio na economia mundial
»Cargill Nutrição Animal participa do Circuito ExpoCorte 2015
»1º Festival Tropeiro da Gastronomia Paranaense

Notícias anteriores
27/Jul-03/Ago  04-11/Ago  12-19/Ago  20-27/Ago    

Noticias recentes

Copyright © 2000 - 2015 Agronline.com.br