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MT - Confinamento reduziu 7,3% em Mato Grosso
O confinamento é uma alternativa que os pecuaristas vislumbram uma rentabilidade maior no período da entressafra, quando naturalmente os preços tendem a aumentar por causa da escassez do produto no mercado. Em Mato Grosso os pecuaristas apostaram nessa modalidade e nos últimos quatro anos o número de propriedades que optaram em fazer confinamento cresceu mais de 300%.

Mas essa curva ascendente vem caindo. A expectativa atual de confinamento aponta para uma redução de 7,3% em relação a 2008. O volume confinado em 2008 foi de 536 mil cabeças e este ano será de 497 mil cabeças. Segundo levantamento do Imea – Instituto de Economia Agropecuária - a capacidade estática de confinamento do estado é de 668 mil cabeças. O Instituto identificou que 212 propriedades em Mato Grosso possuem estrutura de confinamento no Estado, sendo que das 189 unidades confinadoras contatadas quase 25% disseram estar fora de atividade em 2009.

O pecuarista quando vai tomar a decisão de fechar o animal em cocho (confinamento) ele analisa o custo de produção onde três itens são fundamentais: preço dos grãos (milho, soja, caroço, etc.), o custo do animal magro e o preço que ele vai vender o animal. “Essa análise e decisão o pecuarista teve que tomar em maio e junho e naquele período o boi magro estava em falta, o grão estava com preços altos e a incerteza era grande no mercado futuro - BM&F e isso explica a diminuição no confinamento”, disse o superintendente da Acrimat, Luciano Vacari. Ele analisa ainda que este ano a capacidade de abate paralisada vai fazer falta, pois os animais de cocho irão utilizar uma boa parte da ocupação da capacidade de abate, “o pecuarista deve ficar atento e procurar operações de hedge, que é uma forma de se proteger contra as oscilações do mercado, o que significa menos risco".

O Imea identificou que das 497 mil cabeças confinadas 440 mil cabeças já têm data de abate prevista. A incerteza com relação a preços é tida como principal causa para a falta de previsão para o abate de 57 mil cabeças, que pode ser considerado um volume grande visto que restam menos de 3 meses para o fim da seca. Toda esta indefinição é agravada pelo baixo percentual com Hedge, ou seja, um volume pequeno de animais teve seus preços fixados na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) ou no mercado a Termo (direto com frigoríficos).

Os preços praticados no mercado não só influenciaram o volume de animais confinados como mudou sensivelmente as expectativas de comercialização dos animais. Enquanto em 2008 menos de 14,0% dos animais foram comercializados nos meses de novembro e dezembro, para este ano é esperada a comercialização de 24,0% do total neste período. Em setembro é esperada a principal queda no volume de comercialização, ao todo é esperado uma entrega de 58 mil cabeças a menos em relação a 2008. Apesar disso, a taxa de ocupação média das indústrias frigoríficas do Estado com animais produzidos em confinamentos, deve atingir o segundo maior volume do ano em setembro, com 14,3% de utilização, e em outubro é esperada a maior taxa de ocupação do ano com 18,8%. No mês de outubro a taxa de ocupação dos frigoríficos da região Nordeste poderá chegar a 36,9% somente com animais de confinamentos e deve superar os 20% nas regiões Médio Norte, Oeste, Centro Sul e Sudeste.

Fonte: O Documento

Data: 04-09-2009
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