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Vendas de tratores sobem pelo segundo mês seguido
Ainda que por uma pequena diferença, as vendas de tratores no país em agosto aumentaram pelo segundo mês consecutivo em comparação com o mesmo período de 2008 e ajudaram a reduzir a queda acumulada no ano para 3,8%, ante a retração de 4,5% registrada até julho. No segmento de colheitadeiras, o desempenho mensal segue negativo, mas o recuo acumulado também diminuiu, passando de 36,1% em sete meses para 34,1% em oito.

Os dados, que incluem as máquinas nacionais e importadas, são preliminares. Os números definitivos serão apresentados hoje pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), mas o setor atribuiu a leve recuperação ao programa Mais Alimentos, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, e à redução dos juros do Finame Agrícola para 4,5% ao ano de agosto até o fim de dezembro.

Até agosto o mercado interno absorveu 27.324 tratores, ante 28.392 no mesmo período de 2008, e 1.784 colheitadeiras, frente a 2.707 no ano passado. Só em agosto, a venda de tratores alcançou 4.242 unidades, 28 a mais do que em agosto de 2008, enquanto a de colheitadeiras recuou de 304 para 249 equipamentos.

Segundo executivos presentes na Expointer 2009, em Esteio (RS), a tendência é que no ano as vendas de tratores fiquem muito próximas das 43.414 unidades de 2008. Para as colheitadeiras, a expectativa é fechar com uma queda inferior à observada até agora se os agricultores anteciparem compras que fariam em 2010 para aproveitar a redução dos juros do Finame. Nesse cenário, o gerente de vendas da John Deere, Paulo Kowalski, acredita em um recuo da ordem de 10% sobre as 4.458 máquinas vendidas no ano passado.

A Massey Ferguson, marca da americana ACGO, prevê uma variação de zero a 4% positivos para suas vendas de tratores no acumulado do ano frente às 12.560 unidades de 2008, diz o diretor de marketing, Fábio Piltcher. Já na linha de colheitadeiras é mais difícil prever a recuperação dos níveis de 2008 porque a queda nos dois primeiros quadrimestres do ano é mais acentuada.

Mesmo assim, depois que o mercado passou mais da metade do ano sustentado pela venda de tratores de até 75 cavalos de potência para agricultores familiares financiados pelo Mais Alimentos, já é possível perceber uma reação dos médios e grandes produtores, diz o diretor nacional de marketing da Valtra, também controlada pela AGCO, Jak Torreta.

Segundo o gerente de negócios da Case, Dirceu Duranti, a redução dos juros provocou um aumento de 30% a 40% dos negócios nas linhas de máquinas mais potentes, mas a recuperação vai depender da capacidade da indústria de atender à demanda. "As fábricas haviam se ajustado à crise e não dá para retomar (níveis mais elevados de produção) tão rapidamente", comenta. "O aumento da produção depende ainda dos fornecedores", reforça o diretor comercial da New Holland, Luiz Feijó.

Data: 04-09-2009
Fonte: Valor Econômico
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