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MT - Agronegócio: ‘Pontos cegos’ no campo
A falta de logística em Mato Grosso mostra mais uma de suas cruéis facetas, desta vez, sobre o segmento de armazenagem de grãos. Enquanto nas regiões norte e noroeste do Estado boa parte do milho colhido nesta safrinha ainda se encontra a céu aberto por falta de armazéns, na região da Grande Cuiabá sobra espaço em unidades credenciadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo técnicos da Companhia, devido à distância entre os armazéns e as regiões produtoras, essas unidades são pouco utilizadas e estão com espaços disponíveis para armazenar grãos a granel ou em sacas.

É o caso de um armazém localizado em Várzea Grande. O Capão Grande Armazéns Gerais, credenciado pela Conab desde 2005, tem capacidade para armazenar até 90 mil toneladas de grãos, sendo 60 mil toneladas para produto a granel e 30 mil toneladas para produtos em fardos, sacas e bags. No entanto, armazena atualmente apenas 36 mil toneladas de milho – todas a granel – com disponibilidade para agregar outras 54 mil toneladas.

“Apesar de sermos credenciados pela Conab, a nossa estrutura ainda é muito pouco utilizada pelos produtores. Na região da Grande Cuiabá existem outros armazéns em situação idêntica, com espaço ocioso e que poderiam estar sendo aproveitados para minimizar o problema do armazenamento em nosso Estado”, diz o gerente da unidade armazenadora, Walter Alves de Araújo Júnior.

O milho guardado no armazém Capão Grande é oriundo de Sapezal, Sinop e outras regiões. No ano passado, o armazém estocou 25 mil toneladas de milho e 33 mil toneladas de soja a granel.

A capacidade estática dos armazéns credenciados pela Conab é de 6,671 milhões de toneladas. Vale lembrar que somente a safra de milho, em Mato Grosso, conforme projeções do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) – órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) – deve atingir 8,50 milhões t.

A Conab também tem no Estado cinco unidades armazenadoras em Sinop, Alta Floresta, Sorriso, Diamantino e Rondonópolis. Juntas elas têm capacidade para armazenar 200 mil toneladas.

Enquanto existem ‘pontos cegos’ da armazenagem no Estado, ou seja, falta depósito nas regiões produtores e sobram espaços em locais sem tradição agrícola, do lado produtor do Estado, cerca de 500 mil toneladas do grão, está ‘guardada’ a céu aberto, segundo estimativas da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT).

ESCOAMENTO – O diretor executivo da Aprosoja/MT, Marcelo Duarte Monteiro, informou ontem que os produtores continuam aguardando a remoção do milho dos armazéns da Conab para abrir espaço para os produtos que ainda estão a céu aberto em várias regiões.

Monteiro não soube informar o montante das perdas. “Ainda é cedo para avaliar, mas teremos perdas de qualidade e também no volume dos grãos estocados a céu aberto”, já que nas últimas semanas, chuvas atípicas para esta época do ano foram registradas em praticamente todas as regiões de Mato Grosso.

Na semana passada, o presidente do Sindicato Rural de Tapurah (433 quilômetros ao norte de Cuiabá), Marusan Ferreira Barbosa, informou que as perdas decorrentes das chuvas são irreversíveis, podendo chegar a 10%.

Para o presidente do Sindicato Rural de Sinop (503 quilômetros ao norte de Cuiabá), Antônio Galvan, é preciso escoar pelo menos três milhões de toneladas de milho, “pois temos a pior situação de armazenagem para o milho nos últimos anos”.

Na avaliação da Conab, o problema da falta de armazéns em Mato Grosso é localizado. “Existem regiões auto-suficientes em armazéns, mas em alguns municípios pode ocorrer déficit. O problema é pontual e afeta apenas algumas regiões produtoras”, afirmam os técnicos.

O diretor executivo da Aprosoja/MT, Marcelo Monteiro, quer que nos leilões da Conab o governo federal priorize as empresas do Estado com tradição em exportação. “No último leilão os produtos arrematados foram concentrados nas mãos de poucas empresas sem tradição no mercado. Com isso poderemos ter uma demora no escoamento”.

Enquanto o problema não é resolvido, os produtores continuam aguardando novos leilões do Prêmio de Escoamento do Produto (PEP). No último leilão, a Conab ofertou 760 mil toneladas de milho, sendo 500 mil toneladas de Mato Grosso.

Data: 04-09-2009
Fonte: Diário de Cuiabá
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