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Seleção genética de bovinos avança com uso de marcadores moleculares
Os mistérios dos genes começaram a ser desvendados há pouco tempo, mas o conhecimento do DNA já oferece milhares de possibilidades – e é uma das grandes apostas para o tratamento de doenças graves, como o câncer. Mas o mapeamento genético dos bovinos pode oferecer outras vantagens para pecuaristas e consumidores. O uso de marcadores moleculares na seleção de bovinos de corte foi o tema do fórum promovido pelo Canal Rural e pela Assossiação Brasileira de Criadores de Hereford e Braford, realizado na manhã dessa quinta, dia 3, na Casa RBS, na Expointer 2009.

Atualmente a seleção genética é feita principalmente através da observação. Um animal com facilidade para ganhar peso, tendência a ter carne macia e resistente a doenças, por exemplo, é selecionado porque se deduz que seus descendentes terão características similares. Essa é a chamada genética quantitativa – é preciso esperar o animal crescer para avaliar se pode ser um bom reprodutor ou não. A análise dos marcadores moleculares (seqüências do código genético) permitiria identificar características potenciais com antecedência, além de confirmar ou descartar as conclusões da avaliação quantitativa. Para Guilherme Gallerani, gerente da empresa Merial (que realiza pesquisas na área), a ferramenta vai dar mais precisão às escolhas dos pecuaristas.

Fernando Cardoso, pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, de Bagé/RS, se mostrou otimista com relação ao novo processo, mas pediu cautela aos pesquisadores e pecuaristas interessados. Uma tabela que relacione os valores da genética quantitativa (conhecido como DEP) com as características moleculares é essencial para que uma técnica possa complementar a outra.

– Um intrumento de pesquisa melhor permite quantificar o que o olho estava enxergando. Permite identificar antes de usar a balança se o animal realmente tende a ganhar peso. O bovino selecionado como melhor nem sempre tem sido confirmado como o melhor.

– Foi assim que Júlio Barcellos, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, começou sua apresentação. Ressaltou, entretanto, que antes que a nova técnica seja aplicada é preciso persistir nas pesquisas até alcançar um nível maior de precisão.

– E se o gene que confere mais sabor à carne for o mesmo que deixa o gado mais vulnerável a doenças? – questionou.

Mais pesquisas são necessárias

Segundo Roberto Torres Jr., pesquisador da Embrapa Gado de Corte, de Campo Grande, a pesquisa nessa área pode permitir a seleção ainda na fase embrionária – só seriam implantados os embriões com as características desejadas. Mas isso ainda está longe de acontecer porque a tecnologia tem que avançar mais. Torres Jr. explicou que um animal com genes que "indicam" carne macia pode ter outros genes que "bloqueiem" essa maciez. Enquanto essas interações genéticas não forem exaustivamente estudadas e verificadas, a avaliação quantitativa vai ser o método mais seguro – o que não impede que os marcadores moleculares possam complementar o trabalho de aprimoramento genético. O pesquisador falou também que não vale a pena usar a tecnologia indiscriminadamente, porque o investimento é alto e pode não ter retorno se usado em todos os casos.

Data: 03-09-2009
Fonte: Canal Rural
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