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Campo Limpo: a nova alternativa para o controle de plantas invasoras
A infestação de pastagens por plantas invasoras, que são rejeitadas pelos animais, é um problema mundial de extrema importância econômica. Máquina projetada pela Embrapa promove o controle seletivo de plantas daninhas.

O uso racional de herbicidas aplicados de forma seletiva e sem a necessidade de pulverização pode representar um avanço no controle de determinadas plantas, sobretudo as que não apresentam resposta satisfatória a métodos tradicionais, como a roçada e o ajuste de lotação animal.

Para oferecer ao produtor uma alternativa para o controle de invasoras, a Embrapa Pecuária Sul, unidade de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, desenvolveu a máquina Campo Limpo, projetada para o controle seletivo de plantas daninhas, inclusive gramíneas invasoras como o capim-annoni. Esse tipo de aplicação tem mostrado eficiência do ponto de vista econômico, devido à menor dosagem do princípio ativo por área, do ponto de vista ambiental, por apresentar um menor impacto ao meio ambiente, e do ponto de vista da segurança, pois apenas umidifica as plantas, diminuindo os riscos de inalação e contato com a pele, comuns na pulverização tradicional.

A máquina, que pode ser tracionada por qualquer tipo de trator, foi recentemente patenteada e licenciada para a produção e comercialização, com o apoio da Assessoria de Inovação Tecnológica (AIT) e da Assessoria Jurídica da Embrapa (AJUR). A Grazmec, empresa sediada em Não-me-toque (RS) vai lançar o produto na Expointer 2009.

Os resultados de experimentos conduzidos pelo pesquisador Naylor Bastiani Perez com a Campo Limpo para o controle do capim-annoni em pastagens naturais se mostraram promissores no controle de outras espécies invasoras ou tóxicas. No processo de aplicação seletiva, somente as plantas invasoras entram em contato com o herbicida. A Campo Limpo consegue desempenhar essa função graças à possibilidade de regulação da altura do aplicador, que pode variar de 5 cm até 70 cm.

Comparado à aplicação tradicional, em área com elevada infestação e mantida sob pastejo, o aplicador desenvolvido pela Embrapa Pecuária Sul apresentou um controle moderado com a aplicação do herbicida glifosate em um único sentido, melhorando sensivelmente quando a aplicação foi realizada em sentidos contrários (ida e volta). Além de utilizar menor dosagem, a aplicação seletiva proporcionou a manutenção de 90% da vegetação nativa que ocupava um estrato mais baixo na pastagem. Em outra área com menor infestação, que apresentava 20% da área total ocupada por capim-anoni, a aplicação em um só sentido, utilizando a mesma dosagem (2 L/ha) da área altamente infestada, permitiu o controle de 90% das plantas de capim-annoni já estabelecidas.

Esses resultados mostram a eficiência da máquina Campo Limpo no controle da gramínea invasora. A preservação da vegetação da pastagem natural ou cultivada ajuda a evitar a nova reinfestação da área, pois diminui as chances de germinação e o estabelecimento de plantas a partir das sementes da invasora armazenadas no solo. Isso proporciona aumento no ganho de peso do gado, já que plantas invasoras como o capim-annoni apresentam baixo valor nutritivo e prejudicam a dentição dos animais.

A Embrapa Pecuária Sul também pretende viabilizar o uso da máquina Campo Limpo em outros biomas, e para isso busca novas parcerias de pesquisa.

Características da Campo Limpo

* Comprimento de 2,5 m e largura de 4 m;

* Peso de 300 kg;

* Aros de 13”

* Pneus 165 cm x 70 cm – aro 13

* Largura de trabalho de 3,8 m, o que garante grande rentabilidade diária;

* Tanque de calda de 200 L em polietileno, que oferece grande resistência à corrosão e autonomia de trabalho;

* Sistema de rodados traseiros que atinge a vegetação após a aplicação da calda herbicida, permitindo a aplicação rente a cercas, muros ou matos;

* Altura regulável de trabalho (mínima de 5 cm e máxima de 70 cm), permitindo uma regulagem perfeita para atingir somente a planta daninha a ser controlada;

* Bomba peristáltica com regulador eletrônico de vazão, permitindo regulagem precisa de acordo com o nível de infestação (vazão de até 2 L/min);

* Velocidade de trabalho e até 14km/h

* Marcador de linha elétrico (opcional), que diminui os transpasses e falhas na aplicação, permitindo uma maior economia na aplicação.

Breno Lobato

Embrapa Pecuária Sul

(53) 3242-8499

www.cppsul.embrapa.br

Data: 01-09-2009
Fonte: Embrapa
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