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PR - Metodologia adaptada às demandas regionais
O preço do seguro agrícola ainda não tem uma base de cálculo consolidada. É produtor reclamando do custo de um lado e seguradora tentando minimizar risco do outro, numa conta longe de consenso.

Em meio à falta de estatísticas consolidades e de um acordo sobre qual o peso dos dados disponíveis, há contratos baseados em metodologias aplicadas nos Estados Unidos.

A missão de resolver esse embróglio foi assumida por um grupo de pesquisadores de quatro estados que trabalha num projeto de pesquisa para propor, até 2011, uma metologia coerente com a realidade brasileira.

O Paraná foi escolhido para o desenvolvimento do modelo de cálculo, por contar com mais dados disponíveis sobre clima e produtividade, elaborados pelo Simepar, pelo Iapar e pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura (Seab). Ou seja, o agronegócio do estado deve ter seu risco conhecido primeiro. A mesma metodologia será aplicada para aferir a natureza do risco agropecuário de outras regiões pelas seguradoras interessadas.

Investimento

O pesquisador Vitor Ozaki, da Universidade de São Paulo (USP), conta que estão sendo investidos R$ 250 mil no projeto. Participam 16 pesquisadores da USP, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade Federal de Lavras (UFLA, MG) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Os recursos vêm de três programas: da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nivel Superior (Capes), do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (Procad), do Programa de Apoio a Projetos Institucionais com a Participação de Recém-Doutores (Prodoc) e do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD). Cada instituição tem papel específico no projeto. Os pesquisadores da USP são das áreas de matemática, estatística e avaliação de riscos. Os mineiros vão contribuir na área de estatística espacial. Os da UFPR trabalham com estatística e geoinformação.

Regional

O professor Paulo Justiniano Ribeiro Junior, que coordena o grupo da UFPR, explica que muitos componentes de risco atuam em escala regional, o que justifica a elaboração de novas metodologias. “Uma propriedade em Cascavel tem risco mais parecido com o de Toledo do que com o de Pato Branco (mais ao Sul do estado)”. O uso de “tábuas externas”, com a dos EUA, em sua avaliação, desconsidera essas variações e traz distorções nos preços dos seguros. Por outro lado, Ribeiro Júnior relata que o trabalho dos pesquisadores pode não ser o fim das controvérsias. “O que a gente quer é delinear uma metodologia. A implementação disso depende das seguradoras.”

A indisponibilidade de estatísticas – o último Censo Agropecuário do IBGE, lançado em 2006, ainda não teve os dados detalhados – pode atrapalhar o uso de metodologias locais. No entanto, outras fontes de informação, como fotos de satélite que permitem calcular estragos provocados por geadas nas áreas cultivadas, por exemplo, estão se desenvolvendo rapidamente e mostram-se cada vez mais precisas, pondera Ribeiro. (JR)

Data: 01-09-2009
Fonte: Gazeta do Povo
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